Discriminação racial e econômica, corrupção e (má) gestão pública - Capitulo 1

A violência que apoiamos e praticamos é a mesma que nos mata.

 Não existem cidadãos do bem e do mal. 

Existem condições diferenciadas que mantém um fosso entre grupos de brasileiros,

 assim como privilégios injustificáveis para uma minoria em detrimento da maioria. 



O debate sobre violência e criminalidade no Brasil tem sido balizado pela incapacidade das organizações policiais de enfrentá-los como se fossem únicas responsáveis para garantir a paz entre os cidadãos. Os brasileiros foram aculturados para acreditar que possuem o direito sagrado de segurança pública, independente da forma como se conduzem nas relações interpessoais e no convívio social.

Nossos cidadãos têm deixado de lado outras ações/condições que deveriam ser observadas, muitas delas de sua responsabilidade que acabam sendo multiplicadoras de conflitos sociais. Apegam-se a máxima de que tudo o que faz é lícito e justificável, para garantir seus direitos individuais, enquanto os abusos e atos ilícitos tendem ser visto nas ações praticados pelos outros. Nossa consciência de responsabilidade social é mínima. Insistimos acreditar que a responsabilidade do que é comum e público é apenas do Estado.  A ele compete manter a cidade limpa, organizada, iluminada, com trânsito fácil, com escolas, postos de saúde, e tantas outras necessidades. A nós, ainda acreditamos, compete usufruir desses direitos apesar de jogarmos lixo no chão, danificar praças, prédios e iluminação pública, dentre outros, sem nenhum compromisso de mantê-los íntegros e auxiliar na sua conservação. 

Evidente que nada de novo esta sendo dito. Mas também é certo que os brasileiros não admitem esta realidade. Eventualmente uma notícia ou comentário aqui ou ali, mas sempre apontando para a prática danosa dos outros. Nas causas que destaco como verdadeiras e causadoras da nossa violência de cada dia é possível sustentar que discriminação racial e econômica, corrupção e (má) gestão governamental são os verdadeiros responsáveis pelos índices de violência e criminalidade brasileira. Temas que podem ser classificados como “debates tabus” mascarados em parte pela hipocrisia daqueles que são beneficiados por esse processo conservador  e pela ignorância de parte da população que, nas palavras da mídia, “exige mudanças efetivas” ao invés de participar de debates consistentes sobre essas questões de forma a enfrentá-las de forma democrática num processo estratégico a médio e longo prazo, de forma que possamos chegar em algum novo objetivo e não continuar consumindo verbas milionárias para ações paliativas que se repetem de forma cíclica.  

Objetivo com o escrito/provocação atrair simpatizantes a pensarem no efetivo papel da polícia e na necessidade de compreenderem a necessidade de debaterem a exaustão o que discriminação, corrupção e gestão governamental afetam o desenvolvimento brasileiro, em especial os índices de violência. Discutir a necessidade de revisão no pensamento e nas condutas de cada indivíduo de forma que se comporte para conviver numa sociedade onde seja o respeito à lei e a responsabilidade por zelar pelas condições de paz. Tornar o assunto mais visível e compreensível enfrentando os estereótipos produzidos pelos “especialistas em segurança pública” que reduziram a questão da violência e insegurança apenas a incompetência do aparato policial. Interesses políticos e escusos que impedem a estruturação de debates ampliados que atentem para a conjuntura nacional, orientando para novas práticas que possam resultar na redução dos índices existentes, ao invés de pirotecnias temporárias.

Este ensaio irá referir temas do cotidiano originados da convivência nas relações funcionais e políticas de quem trabalhou com a administração da segurança durante três décadas sem ocupar posição institucional de comando. Porém, sempre coordenando e executando atribuições autônomas e dirigidas ao público e a própria categoria funcional. Esta vivência diagnosticou muitos equívocos por aqueles que eventualmente comandam a política de segurança e possuem  uma visão apequenada, quando não desconhecida, do que decorre do pouco domínio da questão já que, majoritariamente, tratam do tema polícia e segurança por pequenos períodos da vida, se auto proclamando especialistas, para sugerir experimentos que não enfrentam a essência da questão, já que servem para dar visibilidade ao exercício político das funções que ocupam ou para qual pretendam ser escolhidos.
A proposta ao invés de discorrer de forma parecida com a maioria dos escritos nacionais sobre o tema pretende desafiar alguns pré-conceitos defendidos como se fossem verdadeiros e que alimentam diariamente a mídia descompromissada com a verdade, assim como apontar situações que a sociedade insiste em não querer registrar. 

Não se tratando de uma obra cientifica exercitará a análise de práticas da vida real, algumas situações de domínio público travestidas de “esclarecimentos oficiais”, ou de notícias publicadas na mídia nacional que simplificam a questão na violência a jovens pobres, oprimidos e a maioria da população negra. Ou a polícia que ora é violenta, corrupta, ora é salvadora e dedicada, mas sempre “culpada” por não conseguir reduzir os índices criminais, como se apenas a ela competisse essa obrigação.  
Claro que este ensaio (identificação mais modesta impossível) irá encontrar algum “especialista” que tentará desconstituí-lo com sua eloquência e pouca vivencia na área amparado por uma mídia que “vibra” com esse estado de coisas. Polícia e violência são produtos de consumo pelo qual a mídia nada paga e ainda recebe patrocínio. Violência e criminalidade alimentam gratuitamente a maioria dos espaços noticiosos e programas populares de razoável audiência e de péssimo gosto. Explicações sociológicas e filosóficas não alteram a realidade política praticada e de domínio público, podem, quem sabe, interpretá-las. No mesmo caminho estarão figuras que aprenderam alguma coisa atuando em secretarias de governo, que do alto de seus “profundos e insuspeitos” conhecimentos, com discursos óbvios, reagirão com indiferença as impressões aqui transcritas. 

Mas nada irá alterar a realidade onde vive o cidadão brasileiro que não acredita nas autoridades constituídas, muito pouco espera dos comandos das corporações policiais, e, menos ainda, de políticos e administradores públicos que ao invés de reduzir e eliminar a criminalidade têm contribuído de forma absurda para aumentá-la, principalmente quando descobertos como multiplicadores de violências que afetam todo o sistema de desenvolvimento do País.

Não se pretende indicar soluções e caminhos que devam ser imediatamente seguidos, afinal, se os “poderosos constituídos” nada conseguem modificar, não será este “ensaio” que ousara querer ensinar-lhes o novo caminho. Porém, pretensiosamente, pretende desacomodá-los de afirmativas e condutas que apenas lhes servem para garantia de seus empregos sustentados por um discurso politicamente correto de poupar a população como se todos fossem bons cidadãos e inocentes da violência que os constrangem. 

Depois de tantos anos atuando em vários níveis da estrutura voltada a segurança pública, sem cabresto e medo, com profunda indignação pela forma discriminatória e preconceituosa como são tratados os pobres, negros e os policiais, emitirei opiniões e desafios aos “pretensos donos da verdade” para que revejam seus pré-conceitos e proponham discussões mais comprometidas com a verdade. 

É o registro de quem desempenhou uma carreira profissional vigorosa, com inserção em debates internos na atividade policial e externo com a população, sempre acreditando ser possível mudanças na área. Mas deparou-se com experimentos impostos que nunca quiseram enfrentar o tema discriminação racial e econômica (pobreza), corrupção e má gestão governamental.

Este escrito tem como alvo pessoas que desejam entender porque a violência não reduz. Outras que foram vitimadas pela violência e policiais da base das organizações policiais tratados como “subalternos” quando na verdade são protagonistas principais na defesa da sociedade, e que diariamente atuam no exercício de uma atividade sensível e violenta que nunca resulta no atingimento de suas metas de redução e controle da violência. Expectativas profissionais limitadas, condições de trabalho deficitárias, sendo desrespeitados pelo estado e pelos cidadãos, de forma que sobrevivem a estas adversidades procurando a valorização e o reconhecimento.

Importante afirmar que discriminação racial e econômica, corrupção e má gestão governamental compõem o quadro da cultura nacional que afeta todos os cidadãos e todos os servidores públicos, em especial os policiais. Como fiscais da Lei, executores de compromissos legais e uso de arma e da força, expostos a uma fiscalização ampliada das organizações sociais e indivíduos o que permite sejam avaliados e julgados, muitas vezes falsamente, como um grupo de servidores de moral e práticas frágeis por envolverem-se a todo o momento em situações conflituosas, essência de suas atividades. Ao discorrer sobre os três itens estaremos afirmando que o policial brasileiro, não se originando de outra cultura, é resultado de sua formação familiar, de vida e profissional. Nunca será melhor ou pior do que os outros cidadãos. Sempre atuará de acordo com os interesses de uma ou de outra parte envolvida nos conflitos de interesses por ele mediado a partir da observância da Lei.              
É, portanto, fundamental que o esforço aqui despendido possa ser compreendido apenas como o manifesto em busca de um Brasil mais justo que tenha coragem de fazer os diagnósticos certos para que possa encontrar políticas públicas que venham ao encontro dos anseios de qualquer cidadão. De forma que não tenhamos que classificar cidadãos como do bem e do mal, situação que violenta a igualdade, direitos e deveres dos quais todos devem recepcionar em igual medida. Obrigação e compromisso do Estado brasileiro.

A discriminação racial e econômica, e má gestão governamental é o tripé que sustenta a tese de responsabilização dos governos pela crise na segurança brasileira.











REPUBLIQUETA DE BANANAS


Um País que se diz composto de cidadãos honestos, que sabemos não ser verdade, tem parte de sua população comemorando um processo de exceção para tirar sua presidente, eleita há um ano por mais de 52 milhões de eleitores. Pessoa sem nenhuma mancha criminal em seu currículo, acusada por "manobras fiscais" para pagar as contas do governo.
Diferentemente dos outros que dão pedaladas para colocar o dinheiro no bolso através de desvios de verbas públicas e sonegação de impostos. Republiqueta de "bananas" porque não têm capacidade de compreender o processo de poder e se colocam de joelhos ao grupo dominante como simples “lambe botas”.

Só em uma Republiqueta que pensa ser democrata inicia dois processos de exceção política em menos de 25 anos, de uma democracia claudicante Tiraram Collor e nunca o condenaram por nada, ao contrário, hoje senador da republiqueta. Querem tirar Dilma sem ter o que julgar, a não ser as próprias safadezas e conluios para sobreviverem mamando na Republiqueta, até que um dia, muito longe desta data, a maioria da população tenha o título universitário e capacidade de avaliar a conjuntura da exploração que os domina.

Dilma por ser mulher num pais machista, paga pela ousadia de não se render a máquina podre e corrompida que esta incrustada no serviço público. Por não aceitar que políticos que enriquecem em mandados eletivos lhe indicassem o caminho "podre" por onde estão.
Havendo ou não havendo o processo de exceção para Dilma já vivemos o suficiente para saber que somos a parte pior da América Latina, porque aqui só prevalece a vontade do grupo dominante que de tão covarde não consegue dar golpe armado, mas safadezas articuladas por pseudos donos dos poderes executivo, legislativo e judiciário. E o povo? Trabalha um dia para comer no outro.
Enquanto isso os funcionários públicos, classe remediada brasileira, luta por melhorias de seus salários e se acha a elite dos desvalidos, bradando contra todos aqueles que possam querer mudar seu status de empregado elitizado.

Na crise, o impeachment ou a morte

Os brasileiros, há onze meses, acompanham o confronto brutal e histérico, quase doentio, travado pela mídia e redes sociais (onde é bem mais democrático), discutindo a crise econômica e o impeachment da primeira mandatária brasileira. 

Para uns a crise econômica decorre da gestão política do atual governo, para outros é resultado da crise econômica internacional onde todos os países são afetados.  

A justificativa para o impeachment foi representada em razão das "pedaladas fiscais" apontadas pelo Tribunal de Contas da União, sustentada por seu presidente que sofre suspeição de haver advogado interesses privados, em especial a Rede Brasil Sul do Rio Grande do Sul, junto ao Carf.  

O processo de afastamento da presidenta será analisado pelo presidente da Câmara de Deputados que está sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal, em razão de contas que teria na Suíça e que negou na CPI da Operação Lava Jato. 

O presidente do Senado Federal, assim como  este último, padece de uma investigação, segundo noticiários, que estaria sendo realizado pela Polícia Federal. 

Enquanto o Executivo e o Legislativo ameaçam se auto destruir, no Judiciário, após o evento Joaquim Barbosa - mensalão, surge o juiz federal de primeiro grau de Curitiba que centraliza com o máximo rigor a investigação "vaza-quinta" (dia em que declarações e denuncias chegam para jornalistas), e mandou prender os dirigentes das maiores construtoras brasileiras até que aceitem delatar os mal feitos. 

O Congresso Nacional, em especial a Câmara dos Deputados, vive um turbilhão de radicalidade onde impera uma maioria que representa grupos conservadores. Pretendem fazer com que o País, através de algumas leis, retroceda a práticas do século passado. Algumas leis ineficazes, tais como a redução da maioridade penal como se a transformação fosse contribuir para a redução da violência. Ou a flexibilização da legislação para aumentar o comércio de armas e facilitar a venda e circulação delas ao alcance de todos, o que, certamente, incentivara a violência. Assim como nova legislação para demarcação de áreas indígenas o que atendam interesses dos latifundiários deste País.  

TVs, rádios, revistas e jornais, engajados, vociferam a crise nacional decorrente da necessidade de ser declarado impeachment da presidenta da república, que não sofre acusação de ser beneficiada por dinheiro do erário, mesmo estando por muitos anos na atividade pública. Ao contrário de alguns pretensos algozes que são "totalmente enrolados". 

A grave acusação ao partido que esta no governo é de que recebeu dinheiro "de propina' para a campanha eleitoral. Com que dinheiro os demais partidos fizeram campanha? Como acreditar que o dinheiro para um era ilegal e para outro legal se a fonte fornecedora era a mesma? Como diferenciar uma coisa de outra se por toda a vida ouvimos acusações sobre o uso de caixa dois para campanhas eleitorais? 

O que temos visto são servidores públicos, de carreira ou não, devolvendo importâncias que receberam ou levaram para fora do País, resultado das negociatas.

A crise, palavra de ordem, não tem se refletido nos aeroportos nem em voos internacionais. Por quê será? Também não a vemos em hotéis de luxo, em cinemas, teatros, shows, veículos importados e zero quilômetro em bairros nobres, etc. Então a pergunta que precisamos fazer: crise a onde e de quem?

Daqueles que são ricos ou classe média alta? Não, evidente que não. Da classe média e dos pobres? Os pobres sobrevivem a qualquer crise. Mas a classe média pensou que tinha enriquecido. Graças ao grande sucesso das políticas de Lula e primeiro mandato de Dilma, a classe média imaginou ter alcançado a "riqueza" partindo para viagens internacionais, trocando de carro, frequentando restaurantes caros, esquecendo que vivem de salário.  

A crise que nos afeta é aquela que exige que aprendamos a viver com parcimônia, com economia, com cuidado. E não com o voraz consumismo estadunidense que acredita que os bens devem existir para serem consumidos por eles, mesmo que isso possa inviabilizar a vida humana na terra. 

E nós, brasileiros, terceiro-mundistas assumidos, embarcados em nossas "carroças mecanizadas" acreditávamos ouvindo Lula haver chegado ao primeiro mundo. Acordados pela mídia, precisamos do impeachment para, certamente, encontrar outro mágico que fará avançar cem anos de nossa época, onde já teremos aprendido a discutir política, a pensar no próximo, economizar, ou, ao contrário, vivermos numa terra árida onde nada mais se produza e apenas sobrevivâo os mais ricos.  

Falta poucos para alguns dizerem: "na crise, o impeachment ou a morte." 


Até quando PM e PC terão a desconfiança da populaçao

Pesquisa Datafolha informa que na cidade de São Paulo 60% dos moradores "acreditam que a PM passa mais temor do que segurança". A pesquisa indicou que 21% dos entrevistados disseram que "têm mais medo da polícia do que dos bandidos e outros 27% afirmaram que temem os dois da mesma forma". A Polícia Civil possuí índices semelhantes, onde 55% da população disse teme-la. 
Governadores, comando das polícias, entidades de classe e todos os policiais deveriam impactar-se com esses indícios. O discurso  de policia desequipada e abandonada não terá eco junto a população enquanto ela acreditar que a polícia é corrupta e violenta.







O que temos visto são grandes investimentos em equipamentos que dão aparente modernidade às polícias acompanhado por ações truculentas e equivocadas, praticadas desde o período da ditadura militar. 
Achar-se abandonado pela falta de atenção  e valorização dos policiais não justifica a continuidade de erros que têm caracterizado tanto uma como outra polícia, com nota mais negativa à PM que demonstra despreparo pelo uso abusivo da força e total desrespeito às pessoas por acharem que "estão combatendo inimigos". Tratam um homicida da mesma forma que o motorista infrator, com truculência. 
A PC escudada na desculpa de que não dispõe de estrutura e pessoal suficiente, burocratizou-se atrás do inquérito policial, atua com apenas 20% de seu pessoal na investigação de crimes, com o maior número de servidores em atividades administrativas. Esta configuração frusta a expectativa da maior parte da população que não acredita que registrar ocorrência vai resultar na elucidação dos crimes. 
A relação polícia e população brasileira é conturbada. São vistas com baixa eficiência e seletivas na forma de atuar. Apesar das disputas entre uma e outra, das acusações recíprocas, ambas estão desacreditadas porque perderam muito de seu profissionalismo e dos compromissos com suas atribuições estando muito mais preocupadas com questões internas e administrativas do que com o serviço que oferece à população. É lamentável mas verdadeira esta constatação.
O curioso é que todos os policiais sabem desta realidade mas pouco se dedicam para a mudança. Delegados e oficiais militares se digladiam por vantagens corporativas e usam os demais servidores como empregados, secretários e meros cumpridores de suas determinações. Não os respeitando como policiais, criam um ambiente promiscuo onde a corrupção, a violência e intimação são instrumentos de trabalho. 

Quando será a hora que policiais civis e militares irão se profissionalizar para prestar um serviço altamente qualificado para a população? 

A mídia a serviço da ideologia dominante

Por mais que muitas pessoas acreditem que estão se incluindo nas questões políticas é possível perceber uma clareza de intenções daqueles que falam em transparência e corrupção. Absurdamente a mídia insiste em jogar todo seu potencial acusatório aos participantes do governo que comanda o Brasil. 

Os comentários que a maioria dos jornalistas faz em seus espaços de rádio e televisão são absurdamente dirigidos para induzir uma reação popular violenta contra os governantes culpando-os por todos os males que afetam a Nação. Qualquer absurdo pode ser dito desde que esteja na linha da execração pública dos governantes.

Não seriam problema esses excessos, já que governos devem ser cobrados, se a memória dos brasileiros não fosse tão esclerosada. Os afoitos comentaristas, comprometidos com o segmento que está fora do governo, esquecem que aqui prevalece "o jeitinho" praticado por todos, já que acreditam que pequenas práticas criminosas, realizadas "por gente de bem", merece ser perdoada, afinal, na concepção destes, pagam impostos. 

Ninguém quer lembrar que a corrupção é uma pratica permanente que se agrava em países onde as instituições públicas são frágeis, quando não comprometidas, e não cumprem seu papel de fiscalizar e punir aqueles que a praticam. 

A esperteza ou ignorância prega que "gente honesta" não se envolve em corrupção. A realidade quando observada, nos mostra que qualquer pessoa pode praticar a corrupção. Ou sendo cliente da Petrobrás ou, mais comum, oferecendo o cafezinho ao guarda, ou para obter uma vantagem da qual não teria direito. 

As condenações cinematográficas e ágeis que sofrem alguns vinculados ao governo atual não servirá de ensinamento porque estão sendo praticadas ações de exceção que buscam impactar no governo e inviabilizá-lo para que cumpra seu mandato.

A mídia e seus jornalistas deixaram de lado a responsabilidade que deveriam ter com a notícia. Hoje estão muito mais preocupados em atender o editorial do proprietário da empresa em que trabalham. Lançam notícias que são desmentidas no dia seguinte, publicam boatos,  fazem chamadas para induzir ao invés de informar, e criam um ambiente onde nada mais é respeitado. Pessoas são vaiadas em livrarias, restaurantes, em qualquer lugar, a partir da vontade de pequenos grupos de "executores populares", a maioria deles de uma classe que se imagina superior aos demais, pois esquecem suas condutas e querem se sobrepor a Lei para executá-la com suas mãos. 

Devemos acompanhar a degeneração das relações sociais que se agravam no Brasil uma vez que muitos brasileiros perderam a noção da responsabilidade. Só querem exigir direitos mas não têm respeito por mais nada em sua volta. Pensam que o espaço coletivo é de ninguém e que a responsabilidade é apenas do governo e dos outros. Influenciados por uma mídia irresponsável os cidadãos deixam de zelar e cumprir seus deveres. Despolitizados se acomodam em interpretações sem fundamento e sem compreender o momento político em que vivemos. 




Ciclo completo: inverdades e omissões 

Pecs: 430/2009 – 432/2009 – 321/2013 – 423/2014 – 431/2014

 Publicado por Jorge Luiz de Quadros Jus Brasil
 

A atividade das polícias civil e militar objetiva recompor a ordem social ferida pela ação violenta e criminosa de indivíduos que não se balizam pelos limites da legislação vigente. Portanto, qualquer proposta de modificação nas forças policiais brasileiras deve estar vinculada à melhora da prestação de serviço de segurança pública e nunca para capitalizar vantagens corporativas e pessoais para servidores de uma ou de outra corporação.

A afirmativa de que o "modelo atual de polícia está exaurido", repetida por especialistas, políticos, incautos e oficiais da polícia militar, tenta com a endrômina informação, induzir de que é necessário mudar o sistema duplo de polícia, porque ele seria causador de mais de 50 mil mortes por ano.
Para se afirmar ter havido o exaurimento do sistema de duas polícias, por cautela e honestidade, qualquer profissional deveria partir da realidade de um Brasil onde os governos estaduais e federal tivessem estruturado suas polícias, com todas as condições necessárias para atingir seus objetivos, atuando de forma conjunta e integrada. Não existindo esta realidade, como todos sabem que não existe, é impossível afirmar que o sistema de duas polícias se exauriu. 

É inverídico fazer esta afirmativa na situação atual, sendo que qualquer um conhece as condições precárias e comprometidas das estruturas policiais e das condições de trabalho de seus profissionais. Hoje submetidos ao ordenamento militar e hierárquico, sendo humilhados com "salários de fome" para enfrentar uma criminalidade que reage pela violência ou pela oferta de vantagens aos servidores. Delegacias fétidas e inadequadas para os trabalhadores e para o atendimento público, quartéis militares que mais parecem museus, onde uma casta é tratada como superiores. Policiais são formados em cursos de capacitação duvidosa, organização funcional de baixa eficiência, sem contar que na maioria dos municípios brasileiros inexistem delegacias, e onde têm sendo atendidas por um dois ou três policiais. 

A honestidade intelectual dos “aclamados especialistas”, inicialmente referidos, exigiria que ampliassem suas análises para descobrir qual o sistema que faliu. Se o sistema policial vigente ou o sistema de gestão política da segurança pública?

"Por uma nova arquitetura institucional da Segurança Pública", não passa de um nome pomposo para uma lorota. Para nada de novo, apenas um remanejamento pleiteado há décadas por oficiais da polícia militar que sempre mostraram interesse pela investigação e equivalência com a carreira de delegados de polícia. 

Onde está a nova arquitetura se a solução proposta é a velha polícia militar fechar o ciclo de constrangimento pelo uso da força para a eliminação do inimigo? Inimigo? Sim, qualquer cidadão "em atitude suspeita", ou jovens negros, pobres, miseráveis, ignorantes, abandonados ou criminosos é assim considerado. 

Com esta alegada incompetência da polícia civil em não conseguir elucidar a maioria dos crimes ocorridos, se faz necessário verificar porque a polícia ostensiva, que se diz competente, permite a ocorrência de tantos crimes? Onde está este policiamento que só consegue autuar em flagrante uma “meia dúzia” de criminosos, permitindo que mais de 99% dos crimes se consumam sem o policiamento que o evitaria? Não teríamos que também concluir que o policiamento ostensivo se exauriu?

Historicamente, os comandos da polícia militar se justificam pela falta de policiamento, principalmente em locais de grande incidência criminal, porque "não têm efetivos". E agora, com a "nova arquitetura", terá? Ou ela será moldada pela retirada de mais policiais militares da rua, para atividades burocráticas, aquartelando-os para se somarem aos que lá já estão, em percentual altíssimo, para atividades como guarda de prédio, cerimônia militar, garçom, secretário, motorista, assessor de Tribunal, prefeituras, governos e tantos outros? 

É possível afirmar, sem sombra de dúvidas, que metade dos policiais militares, principalmente oficiais, não atua na ostensividade, mas em funções fora da atividade policial, onde incorporam benefícios pessoais, poder e influência para pleitear mais vantagens corporativas.
Como então, com a defasagem de pessoal tão acentuada, poderá a polícia militar retirar ainda mais pessoal das atividades de rua para atender às necessidades e demandas para investigação e feitura de atos cartorários? 

Não importa aqui discutir se terão ou não competência para a investigação, e se essas ações terão a transparência necessária. O que precisa ser mostrado à população é que haverá total abandono dos serviços de policiamento de rua. 

O debate emergente que altere, inovando, a arquitetura da segurança pública é aquele que garanta ao Brasil uma polícia desmilitarizada, que não veja o cidadão como inimigo, menos violenta, mais transparente, com melhores condições de trabalho e pessoal suficiente para a execução das atividades de rua, evitando a ocorrência de crimes. 

Assim como manter uma polícia civil estruturada, organizada em carreira única, bem preparada, rígida no cumprimento da Lei e sem ultrapassar seus limites, transparente em seus atos e centrada na investigação criminal, onde os investigadores sejam mais bem valorizados do que aqueles que produzem extensos e burocráticos inquéritos. 

Nunca é demais reiterar que a prioridade da ação policial é evitar a ocorrência do crime. Concorrer para ver quem melhor elucida os crimes, deixando de lado a prevenção, é instituir o CICLO COMPLETO DA OMISSÃO, falta de compromisso com a cidadania.

2014 - A disputa verdadeira não é do PT contra o PSDB. É sobre o direito da maioria da população de ascender socialmente e viver com dignidade.


Como achei que não haveria Copa, imaginando que a mídia teria sucesso em sua campanha, fiquei três meses sem postar neste terapêutico blog. A Copa das Copas foi um orgulho para o Brasil e os brasileiros, apesar dos pesares.
 
Percebi, nesse período, pois já havia participado da organização dos Jogos do Pan no Rio em 2007, que o Brasil caminha de forma ascendente mostrando sua capacidade de trabalho e sendo reconhecido com uma Nação que já é respeitada pelos "gringos" de qualquer origem.
 
Os “Brasileiros angustiados” com o comando político atual, orientados por uma mídia sectária que sempre ignorou e usou a miséria e os miseráveis para seu entretenimento, acostumados com os privilégios, por menor que fossem, mas sempre beneficiando seus grupos, assustam-se ao perceber que os aeroportos não são mais seus, que as faculdades passaram a privilegiar um público mais pardo, mais pobre e oriundo da escola pública. Que as ruas estão atoladas de carros dirigidos por trabalhadores assalariados, que não servidores públicos. Que máquina de lavar, televisor, geladeira e luz elétrica não é mais coisa de rico. Ora, falam, que presunção? Até onde esta gente pensa que vai?   
 
A liderança desse processo foi realizada por um metalúrgico, homenageado como "honoris causa" por países e organizações humanitárias de todo o mundo, reconhecido pelo brilhantismo pelo qual administrou e representou o Brasil. Sucedido pela primeira mulher presidente do Brasil, recentemente ofendida por ricos, remediados e metidos a torcedores na Copa, que mostraram ao mundo sua falta de educação. Os dois  têm causado sensações horripilantes para os "brasileiros angustiados" que perguntam: como nossos presidentes com formação universitária não obtiveram tamanho reconhecimento? Como podem ter deixado esse metalúrgico discutir e apontar o dedo para os dirigentes de Nações que achávamos superiores ao Brasil?
 
Numa festa macabra, realizada na maior casa representativa da Justiça Brasileira, foi encenada a peça "O Mensalão do PT". Com enorme sucesso e audiência, como se fosse uma novela global. Através de fartos espaço da mídia chamaram o dito crime como o maior da história do Brasil. Deve ser por esse motivo que não produziram a novela mexicana “O Mensalão do PSDB”. Apenas para ser justo, houve a produção regional “O Mensalão do DEM”, mas tudo bem, ninguém esta preso.
 
Os outros brasileiros, maioria populacional e minoria econômica, beneficiados pela política realizada há três mandatos, de uma hora para outra passaram acreditar que deveriam ter as mesmas condições financeiras dos afortunados de sempre. Rebelam-se porque passaram a acreditar que seus salários precisam render de forma semelhante às fortunas acumuladas por séculos neste País. Muitos tão “inocentes” que não perceberam que a transparência hoje existente foi criada por este Governo e não por aqueles que "engavetavam e escondiam" os esquemas.  Ignoram que a corrupção sempre existiu e sempre existirá. A fiscalização deve ser permanente e as punições rigorosas e constantes.
 
Os partidos políticos brasileiros, rebaixados ao mesmo patamar, servem para manter a nossa organização política. Não existe candidato sem partido. Mas todos apresentam os mesmos defeitos e as mesmas falhas. Muitas delas necessárias para a eleição de seus representantes, mas algumas indignas e criminosas. Portanto, aquele que nelas incorrer deve ser punido. Honestidade não deve ser um elemento que qualifique ou isente qualquer candidato a gestor público. A história mostra que o poder corrompe e que os indivíduos são corrompíveis. As estruturas fiscalizatórias devem sair da burocracia e trabalhar pelo desenvolvimento do País. Denunciar depois do ocorrido é conivência. Por que os órgãos de fiscalização não participam da elaboração e licitação de projetos?
 
A política atual, a meu ver, é melhor para o Brasil. Ela é mais transparente, mais pessoas discutem e tem acesso as informações. Um governo que foi fragilizado pela ação de alguns de seus integrantes, processados e presos, é muito melhor do que qualquer governo que não permite o acesso a suas negociações e negociatas. Como a corrupção é inerente aos seres humanos, não há de se pensar que os outros serão honestos, já que nunca foram.  As instituições públicas devem estar estruturadas acima dos interesses dos indivíduos. Esta será a única forma possível para reduzir a corrupção.
 
Já tendo ocorrido a Copa das Copas caminhamos para mais uma disputa eleitoral. A disputa verdadeira não é do PT contra o PSDB. É sobre o direito que tem a maioria da população para ascender socialmente e viver com dignidade. Os assalariados deste País acreditam que devem ser beneficiados pelos impostos que pagam com a melhora dos serviços públicos. Os afortunados devem contribuir e ser beneficiados em iguais condições, assim como qualquer cidadão desta Nação. Não deveriam se opor ao esforço que esta sendo realizado para que a maioria da população brasileira tenha acesso eficiente à educação, saúde, esporte, segurança e cidadania. Somente assim o Brasil será maior e melhor.
 

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"Hay cuatro veces más probabilidades que un joven negro sea asesinado antes que lo sea un joven blanco."

Las balas de un futuro desgarrado

El PAÍS

Contrapuntos

Anotaciones y controversias sobre la educación y el desarrollo en Latinoamérica y el Caribe. Un recorrido por la realidad educativa latinoamericana, sus avances y sus persistentes desigualdades. Aportes para entender las contradicciones en las que anida el futuro de esta región, en un complejo contrapunto de conquistas y derrotas, de frustraciones y desencantos, de sueños y esperanzas.
Por: | 23 de marzo de 2014

Comenzaba la noche en una de las tantas favelas de Río de Janeiro. La luna iluminaba la risa de Natán, mientras conversaba y jugaba con sus amigos en la puerta de una panadería. Al lado del grupo de niños, Kaká, un joven de 17 años, hacía rodar ostensivamente una pistola entre sus dedos. Natán, inquieto, le preguntó: “¿es de verdad?”. Kaká, sin dudar un instante, respondió: “¿quieres ver?”. Y le disparó un tiro en el rostro, destrozándole la vida. Tenía 12 años y quería ser fotógrafo.

Algunos días atrás, en otra favela, la policía mató a William, un estudiante de 16 años que volvía a su casa después de un baile. William se asustó porque, en la oscuridad de la noche, vio armas y no supo qué estaba pasando. Según algunos vecinos, la policía lo baleó en las piernas y, ya herido, lo remató con una bala en el pecho. Entró a la morgue identificado como traficante de drogas. Su padre lo llora desconsoladamente y pide, al menos, que no digan que su hijo ha sido un bandido, que su William, su querido y amado William era un chico bueno y estudioso.

Natán y William tenían en común que eran pobres, jóvenes y negros. Tuvieron en común, que perdieron la vida absurdamente, como otros miles iguales a ellos, que habitan los barrios populares o las periferias de las grandes ciudades brasileñas, víctimas de una violencia sin otro sentido que desgarrar sueños, que aniquilar el futuro. Los dos fueron enterrados el 21 de marzo, día que la ONU ha dedicado a celebrar la lucha contra la discriminación racial.
Kaká - menor-17anos-antares
Kaká...
 

Brasil ha vivido una década de profundas transformaciones democráticas que permitieron mejorar las condiciones de vida de los más pobres, aumentando sus oportunidades de ingresos, condiciones de trabajo, educación, vivienda y consumo. La pobreza ha disminuido y, aunque aún persiste una gran desigualdad, han sido notables los avances en la reducción de la exclusión de grandes sectores de la población. El balance de los gobiernos de Lula da Silva y Dilma Rousseff es, en este sentido, muy positivo y referenciado en todo el mundo.

Entre tanto, un problema endémico parece no tener solución: la violencia que cobra miles de vidas en la población más pobre, especialmente, la población negra. En los últimos años, la tasa de homicidios en la población blanca (la cual suele concentrar los mayores ingresos), ha disminuido tendencialmente y de forma sostenida. Por el contrario, entre los pobres, particularmente entre los pobres negros de sexo masculino, ha crecido de forma exponencial. Durante los años 2008 y 2010, los homicidios en la población blanca disminuyeron 25,5%. En la población negra, aumentaron casi 30%, constituyendo el 65% del total de homicidios cometidos en el país. En una década en que Brasil experimentó una verdadera e intensa revolución democrática, murieron asesinadas 272.422 personas negras, todas ellas de sectores populares.

No deja de ser notable que, a pesar del éxito de las políticas de inclusión y promoción de la ciudadanía, la violencia se ha ido agravando entre los jóvenes más pobres y mejorando entre los jóvenes de clases media o los de los sectores con mayores ingresos. En efecto, en 2002, la tasa de homicidios entre los jóvenes blancos era de 40,6. En 2010, había disminuido a 28,3. Por el contrario, la de los jóvenes negros era de 69,6, en 2002, aumentado a 72, en 2010.

Los estudios realizados por el investigador de FLACSO Brasil, Julio Jacobo Waiselfisz, coordinador de los Mapas de la Violencia, ponen de relevancia la enorme gravedad política, social y humanitaria derivada del aumento sistemático de homicidios entre los jóvenes negros en Brasil. Como en el caso de Natán y de William, sus verdugos suelen ser jóvenes de los propios sectores populares y de las comunidades donde viven; bandas de traficantes y pandillas delictivas; o la acción criminal e irresponsable de quienes deberían protegerlos, la policía y las fuerzas de seguridad públicas.

El Prof. Waiselfisz, que recientemente ha sido galardonado con el Premio Nacional de Derechos Humanos de la Presidencia de la República, da una magnitud de la tragedia: “por cada joven que muere asesinado en Alemania, Francia, Inglaterra o Japón, mueren asesinados 140 jóvenes blancos en Brasil, 359 jóvenes negros, 700 jóvenes negros en el Estado de Espírito Santo, 865 jóvenes negros en el Estado de Alagoas, o 912 jóvenes negros en la ciudad de Simões Filho, en Bahia, una de las más violentas del país”. La tasa de homicidios de jóvenes negros en Alagoas es de 173; en Espírito Santo, 140; en Paraiba, 125; en Pernambuco, 111; en el Distrito Federal, sede de la capital, 103. La tasa general de homicidios en Brasil es de 27,4 y constituye la séptima del mundo. La tasa de homicidios de jóvenes (blancos y negros) en el país es de 54,7. Esto es, cada 100 mil jóvenes, más de 50 mueren asesinados cada año. El gráfico presentado a continuación muestra la tasa de homicidios en el país, por edad y raza.

Cuadro Violencia - Mapa
Fuente: Mapa da Violência: Homicídios e juventude no Brasil, Julio Jacobo Waiselfisz, FLACSO Brasil / CEBELA, 2013

Más de 52 mil personas son asesinadas cada año en Brasil, la mitad de ellas jóvenes, en su gran mayoría, negros. Son más de 140 personas por día... Cada 25 minutos, un joven negro es asesinado en Brasil.

Por su parte, América Latina y el Caribe constituyen las regiones del planeta con mayor número de homicidios entre los jóvenes. Los 17 países con las más altas tasas de homicidio juveniles en el mundo son: Honduras, El Salvador, Islas Vírgenes, Trinidad y Tobago, Venezuela, Guatemala, Colombia, Brasil, Panamá, Puerto Rico, Bahamas, Belize, México, Ecuador, Barbados y Guyana. En el otro extremo, Cuba es el país latinoamericano con menor tasa de homicidios en todos los niveles de edad.

La dimensión del grado de violencia que sufren los jóvenes negros en Brasil puede observarse cuando se proyecta en comparación a las tasas de homicidios del conjunto de la población, dentro del país, o fuera de él. Hay cuatro veces más probabilidades que un joven negro sea asesinado antes que lo sea un joven blanco. Por otro lado, los dos países que poseen las más altas tasas de homicidios juveniles en el mundo, Honduras y El Salvador, si fueran estados brasileños, ocuparían el cuarto y quinto lugar en la lista de asesinatos de jóvenes negros, por detrás de Alagoas, Espírito Santo y Paraiba.

En Brasil, 72 es la tasa de homicidios entre los jóvenes negros. La tasa general de homicidios en Costa de Marfil, uno de los países más violentos del mundo, es de 56; en Zambia, 38; en Uganda y Malawi, 36; en Burundi, 21,7. Naturalmente, en términos analíticos, la tasa de homicidios de un sector de la sociedad o de un estado o provincia, no puede compararse, vis a vis, con las tasas de homicidios generales de otra nación. Entre tanto, la información sirve para dimensionar el nivel de violencia que viven los jóvenes negros en Brasil, cuyos asesinatos, proporcionalmente, duplican las tasas de homicidios de los países más violentos de África.

Comúnmente, se atribuye la violencia a la pobreza. Sin lugar a dudas, las pésimas condiciones de vida de los más pobres constituyen una de las causas que promueven y estimulan relaciones violentas y la expansión de redes de criminalidad. Sin embargo, parece no sólo prejuicioso sino también sociológicamente desacertado, reducir las causas de la violencia a los pobres. En Brasil, las condiciones de vida de los más pobres mejoraron, al mismo tiempo en que empeoraron todos los indicadores de violencia entre y contra ellos. Hoy existen muchas más oportunidades para que un joven negro estudie en la universidad. También, más chances de que muera asesinado por un traficante, por un vecino o por la propia policía. Los jóvenes pobres viven hoy mejor que una década atrás, pero corren el riesgo de morir más rápido.

No debemos, por lo tanto, depositar en las necesarias políticas de combate a la pobreza la única expectativa en la reducción de las altas tasas de violencia que cobran la vida de miles de jóvenes en Brasil y en cualquier país de América Latina. Las causas más profundas deben buscarse en la impunidad, especialmente, en la impunidad delictiva de las fuerzas de seguridad públicas; en la frágil institucionalidad democrática; en el racismo estructural, imbricado capilarmente en todas las esferas de la vida social; en la tolerancia cómplice o en la ineficiencia pasmosa de las estructuras judiciales y políticas; en la indiferencia de los más ricos, preocupados en amurallarse, en protegerse a sí mismos, atrincherados en sus condominios, siendo espectadores indolentes de una sociedad donde el derecho humano a la vida le sigue siendo negado, cotidianamente, a miles de niños, niñas y jóvenes.

La inseguridad pública divide y fragmenta a las sociedades latinoamericanas. La derecha se apodera del tema, lo secuestra, le brinda aparentes soluciones que sólo agudizan las causas productoras y reproductoras de la violencia. La izquierda y los gobiernos populares están desconcertados. Sus políticas públicas, cuando fueron implementadas, han democratizado nuestras sociedades y han permitido avanzar en la promoción de derechos fundamentales, históricamente negados a las grandes mayorías. Sin embargo, en materia de seguridad, las alternativas progresistas parecen desmoronarse bajo la modorra, la falta de imaginación o de audacia, apabulladas por las demandas de aumento de la represión policial, la disminución de la edad de imputabilidad penal y la culpabilización del sistema escolar.

Hay gente que cree que el futuro de Brasil depende de la soja. Otros que creen que depende del petróleo o de los vaivenes de la economía mundial. Yo creo que el futuro de Brasil depende exclusivamente de la posibilidad de garantizar una vida digna a los millones de niños, niñas y jóvenes que, como Natán y William, sólo sueñan con ser felices, iluminando el cielo con su risa.

Precisamos de negros em cargos de tomada de decisão.

As manifestações racistas que se repetem exaustivamente no Brasil (destaque no futebol já que no cotidiano das pessoas comuns isso é ignorado) irão continuar. Decorrem da formação cultural dos brasileiros. São racistas porque suas famílias assim os criam. O racismo persistirá enquanto algumas pessoas acreditarem que são diferentes de outras. Enquanto assistirem televisão com 100% dos apresentadores brancos, com 99% dos governantes brancos, com 99,9% dos modelos masculinos e femininos brancos, .......

Acredito que a presidência da república, os governos estaduais, os prefeitos municipais e legislativo podem e devem mais, sim. Principalmente dando o exemplo. Saindo dessa posição de "sugerir' leis (lavando as mãos) e não praticá-las em suas escolhas, nas estruturas de governos. Os governos federal, estaduais e municipais são compostos de pessoas brancas. Raros são os negros convidados para ocupar alguma posição de destaque, de decisão. Pode parecer antipática esta afirmativa mas ainda vivemos muito atrasados porque os negros são reféns das políticas praticadas por pessoas brancas. Daqueles que pensam que o racismo é ruim, mas não tem a mínima noção de como ele é verdadeiramente. Não se trata de uma proposta de revolução racial. Mas de nos distanciarmos da hipocrisia de dizer estar fazendo algo que se arrasta.

Ano eleitoral ocasião certo para questionarmos os políticos e a mídia sobre o motivo da inexistência de negros como ministros, secretários de educação, da saúde, da fazenda, etc. etc... em seus governos? Não adianta colocar o motorista negro, o assessor negro. Precisamos de negros em cargos de tomada de decisão. Do contrário mais quinhentos anos irão passar com o racismo a toda no Brasil. O exemplo é o que modifica a cultura. Os discursos pouco ajudam na transformação.

Eleições 2014: procura-se o "salvador da pátria"

Mais um ano eleitoral e os mesmos debates rebaixados sobre a escolha de políticos que irão ocupar os privilegiados cargos públicos eletivos da Nação.
 
Alguns defendendo com unhas e dentes as ações de seus governos afirmando que elas são inovadoras e atendem as necessidades da população. Outros, distantes do poder, acusando-os de desonestos e incompetentes, prontos para assumir em seus lugares. 
 
Historicamente os brasileiros votam num "salvador da pátria". Não buscam políticos que cumpram seus papéis. Desejam encontrar alguém, honestíssimo e trabalhador, que faça a eles aquilo que, individualmente, não estão interessados em fazer.
 
O subdesenvolvimento cultural que nos afeta esta demonstrado na postura irresponsável que temos com tudo aquilo que não é exclusivamente nosso. Ao que é nosso todo zelo, cuidado e dever do Estado em garantir sua integridade. Aquilo que é dos outros ou coletivo é problemas deles e do Estado.   
 
Da classe mais humilde a mais abastada todos entendem que o Estado Brasileiro deve ser um Pai e Mãe zelosos que lhes garantam o sustento e perdoem suas travessuras.
 
Incansáveis são os discursos que mostram como a vida (serviços públicos e coletivos) funciona nos países desenvolvidos. Poucos, porém, se dão ao trabalhar de registrar como aquelas  populações observam as leis com rigor. Não existe "jeitinho", artifício nacional, que sirva para burlar o sinal de trânsito ou ser absolvido na justiça.
 
Presidente, Governador e Prefeito são a imagem de nosso povo e de nossa cultura. Nem melhores, nem piores. Se são corruptos o são pela tolerância de nossos cidadãos e de suas instituições repressoras, mantidas para a execução do controle social.
 
O Judiciário, poder engalanado para refrear os crimes, muito bem nutrido pelo dinheiro público, submete-se a mesma cultura "jeitosa" que lhe permite fazer vistas grossas em benefício daqueles que sempre se viram favorecidos pela coisa pública e pelas benesses das leis.
 
A estrutura repressiva do estado nacional, desarticulada para atender segmentos privilegiados, mantem-se refém de interesses corporativos, onde a investigação judicial fica distante da policial, mesmo que  se trate da mesma coisa, para evitar a aplicação da lei.
 
Insistimos em manter a cultura onde o protagonismo individual prevalece sobre o mérito coletivo. Mesmo que o dinheiro seja público, captado dos trabalhadores deste País, políticos a juízes transmutam-se de servidores públicos (contratados pelo estado para prestar serviço a todos) entronando-se como donos do poder, alguns vitalícios, intitulando-se doadores e bem feitores de ações que não passam do cumprimento de seus deveres de ofício.
 
Reféns de uma máquina pública burocratizada, cartorial e corrupta  nossas autoridades, por mais ficha limpa que possam ser, não encontram um novo caminho pois sabem que a engrenagem irá  entorná-los dos trilhos, caso ousem tentar. Para que isso aconteça nada mais antigo, previsível e eficiente do que a mídia (familiar) nacional.
 
Sendo assim, parecem ineficientes as joviais manifestações de rua, assim como os incansáveis manifestos nas redes sociais que apenas reforçam o protagonismo da figura individual ao invés de discutir as atribuições dos cargos públicos e sua extensão exagerada e indevida.
 
Enquanto acreditarmos que a culpa é dos outros continuaremos com nossas travessuras elegendo representantes inaptos e procurando o "salvador da pátria."    
 
     

"deputado federal gaúcho diz que índios, quilombolas e homossexuais são "tudo o que não presta""

 
"Mesmo diante das críticas nas redes sociais e no site do Greenpeace, o deputado federal gaúcho Luis Carlos Heinze (PP) afirma manter o que disse em Vicente Dutra, no norte do Rio Grande do Sul, em novembro passado. Na ocasião, ele participou de uma audiência pública sobre a demarcação de terras indígenas no país e orientou os agricultores a contratarem seguranças privados para se defenderem dos índios. Ele também se referiu a índios, quilombolas e homossexuais como "tudo que não presta" e vinculou suas causas ao governo federal, em especial ao ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho."
 
 
 
 
Evidentemente que para aqueles que nasceram no Sul, principalmente os negros, nenhuma novidade nas afirmativas criminosas e doentias desse político prepotente que se imagina de uma casta superior como teria sido Adolf Hitler e os escravocratas que abundam por este mundo.
 
O Rio Grande do Sul é conhecido no Brasil por acolher descendentes de italianos e alemães que se orgulham da origem de seus antepassados. Nada de errado nisso. Porem, muitos  se confundem acreditando pertencer a uma casta superior aos brasileiros que foram massacrados em suas terras de origem (índios) e dos que foram trazidos como escravos e depois libertos sem o menor benefício para que pudessem viver e criar seus filhos com dignidade. 
 
É vergonhoso a forma como aquela cultura se mantém, e nisso é seguida pela maioria das unidades da federação, onde a discriminação e o preconceito age de forma implícita e explícita.
 
Poucas organizações nacionais têm a credibilidade de impor-se a essa cultura infame e criminosa. As estruturas governamentais de municípios, estados e união  são o melhor exemplo da afirmativa do "faz o que digo, mas não faz o que faço". Ao mesmo tempo que criam leis para cotas raciais não empoderam em suas estruturas políticas, em postos de comandos, negros e índios.  
 
É um faz de conta que mantém privilégios para um grupo racial em detrimento de negros e índios que ainda dependem de benfeitores a distribuir migalhas para que possam habilitar-se a disputar um mercado celetista e racista.
 
E o deputado, certamente, deve estar sendo parabenizado por uma massa de gaúchos que o elegem e acreditam que pertencem a uma casta melhor e diferenciada. Nenhuma surpresa.

 

Morte de cinegrafista pela organização criminosa.

Segmentos da mídia e especialistas em segurança pública devem estar frustrados com as imagens e a confissão do Black bloc que matou o cinegrafista. Tudo estava encaminhado para que esse crime fosse praticada pela polícia militar que tem se confrontado com essa "organização criminosa" covarde que esconde o rosto para não ser identificada e responsabilizada pelas barbáries que praticam. A Globo News até tentou.
 
Conceitualmente "unidos, seus adeptos adquirem força suficiente para confrontar a polícia, bem como atacar e destruir propriedades privadas que representem a opressão gerada pelo capital."
 
Para essa turba desordeira, ônibus, fachada de prédio, postes, placas públicas, catraca de metrô e tudo aquilo que encontram pela frente é visto como bens que representam a opressão gerada pelo capital. Por esse motivo os covardes danificam, apedrejam, destroem e ainda encontram defensores na mídia e na sociedade.
 
Agora, com a morte do jornalista, provocada por esse grupo de delinquentes, dirão os especialistas que a polícia não esta preparada porque não garantiu a vida do cinegrafista.
 
O Congresso Nacional irá apresentar uma lei para agravar a pena de crimes praticados contra jornalistas, confundindo as pessoas que passarão acreditar que o crime foi premeditado contra o cinegrafista. Na realidade essa organização criminosa quer ferir e danificar qualquer um que apareça em seu caminho, mesmo que acidental. Preferencialmente a polícia, para que ela reaja e os faça de vítimas da democracia.  
 
Enquanto em outras nações as pessoas lutam por liberdade e democracia aqui no Brasil desenvolve-se uma ação orquestrada para o retorno dos "senhores de escravos" ao poder político. A melhor forma disso acontecer é continuar incentivando a baderna.
 
O histerismo das denúncias diárias sobre educação, saúde e segurança dá a entender aqueles que nasceram hoje de que em algum tempo do passado vivemos melhor. Mais ainda, induzem as pessoas para que acreditem que os problemas de uma Nação, com duzentos milhões de pessoas, podem ser solucionados num pequeno espaço de tempo.





Registro de como não se faz jornalismo


 
 "Ao contrário do que afirmou o comandante, o repórter da Globo News Bernardo Menezes, que acompanhava a manifestação, relatou que no fim da noite de quinta, no Jornal das Dez, as bombas de efeito moral teriam partido da polícia. Segundo o jornalista, que estava a poucos metros da confusão, um desses artefatos estourou perto do cinegrafista da Band, que caiu na hora." Bom Dia Brasil - Globo
 
 
Assim a mídia tem tratado as informações. Toda vez que interpreta, traduz e emite opinião, ao invés de informar, invade o direito individual ou coletivo atingindo pessoas e instituições. Depois, flagrada na mentira, se auto absolve, corporativamente, justificando a ânsia de informar.

“O policial não se envolve em política partidária eleitoral”


 O policial não se envolve em política partidária eleitoral” ou “seu partido é a polícia”, afirmativas históricas que oportunizam a inexistência de representantes políticos dos policiais.

 

A impressão que tenho sobre as eleições deste ano é que os debates  serão muito rebaixados em decorrência do clima acirrado entre dois partidos políticos. Diga-se de passagem, administrações que não priorizaram as polícias estaduais e muito menos seus servidores.

A mídia e os poderes Judiciário e Legislativo, “embarcados” nesta disputa, prejudicam o repasse de informações para a sociedade. Toda notícia é acompanhada da opinião e interpretação de quem esta contra ou a favor. Resta aquele que a recebe tentar descobrir o que é verdade ou criado para prejudicar situação ou oposição.

A sedizente “crise” que abala a segurança pública é descarregada sobre a polícia e seus servidores que não conseguem evitar a violência nem os crimes.  “Enxugam gelo” no dia a dia e são cobrados como se pudessem, em razão de seu trabalho, modificar a postura descompromissada e violenta da sociedade. 

É necessário ter claro que as polícias são criadas, organizadas, mantidas e comandadas pelo poder executivo que indica e demite, por escolha política, o diretor geral da PC, comandante da PM, e diretor da PF e PRF.  Essas escolhas não acontecem por concurso nem por bons serviços prestados, mas por QI.

Portanto, o compromisso que o policial dedica ao chefe de sua corporação é, na realidade, dirigido àquele que governa o poder executivo, chefe “político da polícia”. Este sim verdadeiro culpado pela crise na polícia ou na segurança pública.

Se a premissa for verdadeira é possível afirmar que os comandos das corporações, indicados pelos governantes, apoiados por gestões políticas de deputados, estão a seus serviços e não da população ou dos servidores policiais.  

Os policiais brasileiros, como qualquer outro segmento organizado, necessitam preparar-se para incidir nas eleições e eleger seus representantes. Não basta votar em “candidato ficha limpa”, mas naqueles que tenham compromissos verdadeiros com os profissionais de segurança pública.

Frente à realidade é chegado à hora dos policiais assumirem a responsabilidade de elegerem representantes para as assembleias estaduais e câmara federal.

“A afirmação de que ‘o policial não se envolve em política” ou que “seu partido é a polícia” oportuniza a inexistência de representantes comprometidos com os policiais.

Sabem as lideranças sindicais dos policiais brasileiros que a situação enfrentada em suas corporações não irá ser alterada enquanto este circulo vicioso se mantiver. Não serão os comandos das organizações, indicados politicamente, que irão modificar as estruturas ou as condições indignas de trabalho.

A partir dessa premissa é necessário registrar que a representação policial nas câmaras legislativas é insignificante e necessita ser ampliada. É preciso incentivar e apoiar a participação de policiais civis e militares no pleito que se avizinha.  O equivoco é imaginar avanços desvinculados do processo político.  

A resistência de contrários à participação nos espaços de disputa política/eleitoral deve ser vencida pelo esclarecimento de que avanços corporativos ou institucionais ocorrem através da ação política, e não da simpatia ou da amizade.
Portanto, mãos a obra! As lideranças sindicais dos policiais brasileiros podem e devem apoiar aqueles que estejam dispostos a enfrentar as urnas. Não de forma fragmentada, divididos, ou com excessivo número de pretendentes na mesma base, mas articulados a partir da coesão de objetivos e interesses afins. Não se esqueça de apoiar aquele que representa seu segmento.

O número de homicídios no Brasil é vergonhoso

A futilidade dos temas tratados pela mídia impede o debate sobre os índices absurdos de homicídios no Brasil. Assistimos assassinatos com a mesma naturalidade que observamos um filme policial, onde as mortes são soluções heróicas de mocinhos e bandidos.
 
Os governantes e  especialistas, incapazes de romper este ciclo, repetem soluções policiais como se alternativa possível para a mudança da cultura de um povo. Ao invés de estruturar os serviços básicos de atendimento à população continuam investindo em eventos dispendiosos cooptando parte da sociedade e dos comandos policiais. Falta dinheiro para estruturar os serviços de atendimento direto as comunidades mas não falta para a realização de pesquisas sobre a violência, como se ainda não soubessem das deficiências e índices, nem para a compra de helicópteros (cada polícia tem que ter o seu) e equipamentos de última geração que servem para desfiles.
 
Não existem campanhas educativas e preventivas permanentes que alertem as pessoas e os jovens sobre a escalada da violência e necessidade de mudar a conduta agressiva que nos caracteriza. É o que demonstramos quando estamos no trânsito, nos bares, nas atividades sociais, etc.
 
Enquanto isso as pessoas estão abandonadas nas escolas, nos bairros, nas vilas e nas metrópoles, a própria sorte. Portanto nenhuma surpresa que o Brasil seja um dos líderes de homicídios no mundo. Aqui, culturalmente, ainda acreditamos que a morte é a solução.

A notícia

A organização não governamental mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal divulgou um estudo relacionando as 50 cidades mais violentas do mundo em 2013, dentre aquelas com mais de 300 mil habitantes. Delas, 16 são brasileiras, sendo 09 na Região Nordeste, incluindo oito capitais.