Os Pavões da Mídia não influenciam mais

A cada dia mais próximo da eleição temos sido obrigados a assistir as "sentenças condenatórias" vociferadas por alguns Pavões da grande imprensa. Não vou referir seus nomes porque não merecem. Escudados na "liberdade de imprensa" que imaginam permitir dizer o que bem entende de qualquer um, enojam aqueles que não lhes devem nada e que não são "quadrilheiros" como insistem em acusar qualquer filiado ao PT.
Assistimos "representações e bravatas" de honestidade desses Pavões que trabalham em empresas jornalistas constituídas a partir de verbas públicas, muitas concedidas em condições nao tão legais, fato denunciado desde que o Brasil é Brasil.
Referidos Pavões midiáticos conservados no "caradurismo" de pregar liberdade de imprensa para fazer campanha para seus candidatos não estão notando que a população brasileira já conhece suas mentiras. Tanto que já identificamos seus objetivos de "informar deformando a verdade ou sem saber onde ela esta".
O governo Lula está findando seu mandato com 96% de aprovação da população e alguns Pavões midiáticos ainda não perceberam que precisam se profissionalizar e deixar de representar usando a mesma fantasia de pinóquio.
Certamente, e não de forma graciosa, foi eliminada a exigência de escolaridade de nível superior para o exercício de tão festiva profissão. O negócio não é informar com exatidão é "vender os interesses" de quem é dono dessas empresas. O Povo, graças as boas políticas, está aprendendo. Os Pavões vão continuar empregados, vociferando contra o PT e não compreendendo porque "seus bons textos não nos comovem".

"A gente tem que aprender a não falar mal da Polícia."

Entrevista do promotor mineiro Rogério Grecco sobre a atividade policial. Autor de diversos livros é um jurista renomado que tem sua mais nova incursão com o livro “Atividade Policial - Aspectos Penais, Processuais Penais, Administrativos e constitucionais

Os policiais hoje causam mais medo do que segurança na população. O que levou a essa inversão de valores?
A ditadura teve uma influência muito forte com relação a isso. Havia muito abuso, muito arbítrio e depois da Constituição de 1988, depois que o Brasil se transformou em uma democracia começou a haver renovação nos quadros da polícia. Essa renovação tem sido muito importante, muito útil. Hoje os estudantes que prestam concurso de forma geral gostam da atividade policial. O único problema que ainda vê na atividade policial é a questão da remuneração que faz com que as pessoas migrem para outras profissões. Eu, por exemplo, sou do Ministério Público, mas meu concurso era para delegado de Polícia Federal. Não fiz porque não surgiu oportunidade naquela época. A função policial é muito bonita. Tem havido renovação, mudança de mentalidade na polícia. Uma polícia que respeita o direito do cidadão. Mas infelizmente a imagem que ficou foi a antiga, da polícia truculenta, que gosta de bater nas pessoas. Mas não é assim que a coisa acontece.

Mas há também os casos de corrupção dentro da polícia. O senhor credita isso a questão de caráter ou questão de falta de incentivo para esses profissionais?
Questão de caráter. Sabe por que? Porque se você for no Congresso Nacional quantos são corruptos? Graças a Deus que as coisas têm mudado. Mas quantos juízes, quantos desembargadores envolvidos, quantos ministros envolvidos em problema de corrupção? Agora o contingente policial é maior, quanto mais gente maior, proporcionalmente, a corrupção. Não é que exista só na polícia. Em todos os setores tem corrupção.

O tratamento destinado às Polícia Civil, Militar e Federal é diferente. A Polícia Federal usufrui de uma estrutura melhor. O senhor tem essa mesma percepção? Tenho porque a estrutura é diferente. A estrutura da Polícia Federal é diferente. Quando você lida com a União a estrutura é sempre melhor. Mas isso está modificando nos Estados. As Polícias Civil e Militar são o front da batalha. Eles que recebem a primeira vítima, o indiciado, o primeiro acusado. Acho que a política de remuneração da polícia, a estrutura principalmente da Civil e Militar, deveria melhorar muito.

O policial brasileiro hoje é um predestinado, um herói por trabalhar em condições tão adversas?
É sim. Eu tenho contato muito grande com a turma do BOPE do Rio de Janeiro. Eu vejo ali aqueles policiais, o amor que eles têm pela profissão. Em nada eles são mais remunerados que os outros. São altamente especializados, são pessoas que introjetaram dentro deles esse amor, esse gosto pela atividade policial. Quando se fala de policial do BOPE, qualquer policial tem orgulho de ser do BOPE. Agora ao passo que nas outras polícias já há aquela resistência de sempre reclamando, sempre murmurando. Claro que o policial do BOPE quer ganhar mais, mas isso não faz com que ele seja corrupto. Tem outras polícias importantes. No meu Estado, em Minas Gerais, tem uma polícia boa, mas ainda está longe de ser o ideal. A gente tem que valorizar. Acho que o principal é que a gente tem que aprender a não falar mal da polícia. O policial se sente desprestigiado, desmerecido, ele se sente com vergonha de ser policial. Ao invés de ter orgulho ele fica envergonhado. Eu ensino meus filhos a gostarem da polícia. Meu filho já chegou a pedir autógrafo ao policial. Acho que um bom relacionamento é o que está faltando.

A sociedade é injusta com a polícia?
É. Ser policial não é para qualquer um. Fácil eu ser entrevistado aqui por você, em um hotel, enquanto outras pessoas estão tomando tiro de fuzil. É difícil a atividade policial. A sociedade precisa entender que são pessoas diferenciadas, que tem amor pelo que fazem. Veja que sou do Ministério Público não sou da polícia. Vejo por exemplo você fazer uma incursão na favela, todo dia no Rio morre um policial. É difícil, tem que valorizar o policial.

Se o senhor fosse um policial preferia ir para guerra ou fazer segurança nas ruas do Brasil?
É difícil, pergunta difícil. Mas acho que iria preferir ir para guerra. Pelo menos você sabe onde está o inimigo. No Brasil você não sabe.
Enveredando agora especificamente pela lei, como o Direito Penal pode evoluir para coibir efetivamente os crimes?Não pode. Essa não é nossa finalidade. É porque as pessoas vendem o peixe errado no Direito Penal. Nosso problema não é jurídico, nosso problema não é legal, nós temos lei demais, nossa lei é boa. Precisa de um ajuste e outro, mas não é isso que as pessoas estão alardeando. Elas falam que tem que rasgar o Código completo. Isso é conversa. Isso não existe. O que tem que acontecer é o Governo implementar políticas públicas. Se não houvesse desigualdade social o índice de crimes contra o patrimônio seria quase nenhum. Por que no Japão o crime de índice contra o patrimônio é quase zero? Será que no Japão as pessoas sabem melhor que não podem furtar? Não! É porque lá eles têm uma qualidade de vida que é condizente com o não querer praticar crime contra o patrimônio. A medida que você vai implementando medidas sociais você vai diminuindo criminalidade. Eu estive em uma favela com a turma do BOPE no Rio de Janeiro. Uma favela pequena lá tem 30 mil pessoas. A Rocinha tem 250 mil pessoas. De que adianta entrar a polícia se não entra saúde, educação, lazer, habitação? Isso não funciona. Muitas cidades aqui do Rio Grande do Norte não devem ter 30 mil habitantes. Em Minas trabalhei em cidade com 10 mil habitantes. O Estado polícia tem que vir, mas também o Estado serviço social. Precisa investir em escola, saúde. Na minha opinião, o problema do Brasil se chama corrupção. No dia em que houver um combate efetivo sério a corrupção as coisas vão melhorar mais. Precisa de um combate sério. O corrupto é um genocida. O corrupto é aquele cara que você está tirando foto dele nos melhores restaurantes de Natal, mas ele está lesando o erário em milhões e milhões. É esse cara que não deixa chegar o remédio na farmácia, é esse cara que não deixa o idoso ter um atendimento digno, esse é o genocida. Ele é que precisa ser combatido. Se combate esse cara primeiro, o resto fica fácil.

Plano de Ação Conjunta Brasil – Estados Unidos para a Eliminação da Discriminação Étnico-Racial e Promoção da Igualdade



Memória da III Reunião para Implementação do Plano de Ação Conjunta Brasil – Estados Unidos para a Eliminação da Discriminação Étnico-Racial e Promoção da Igualdade em Salvador. (Foto: Consulado dos EUA - Rio de Janeiro)
Ocorreu em Salvador (BA) nos dias 22 e 23 de outubro. O encontro contou com a participação do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, e pelo Subsecretário de Estado Adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA, Thomas Shannon.
A reunião marcou mais uma etapa da cooperação bilateral, que envolve a sociedade civil e os setores público e privado. Conforme documento assinado em 13 de março de 2008 o Plano visa estabelecer parcerias de longo prazo no combate à desigualdade racial, a partir de cinco eixos temáticos: educação; trabalho e desenvolvimento econômico; saúde; direitos humanos e segurança pública; e comunidades remanescentes de quilombos.
Participei como representante do PRONASCI haja vista ter proposto a criação de uma disciplina específica para a formação dos servidores policiais. A proposta foi aprovada e convidamos a ACADEPOL/SC para, em conjunto, elaborar o conteúdo da matéria que já faz parte do curriculo de formação dos policiais civis daquela Unidade Federativa. A SENASP e a SEPPIR em evento realizado em Brasília com dirigentes de academias de formação policial optaram por criar um grupo de trabalho para continuar discutindo a questão.

ACADEPOL/SC recebe MV BILL - Relações Interétnicas e Sociais no Modelo Policial







09.09.2010



O rapper MVBill proferiu palestra
com o tema "Inclusão Social.
A palestra contou com a presença
de lideranças políticas,
jovens, policiais, representantes de
movimentos sociais, fâs do cantor,
Secretário de Segurança Pública do,
Diretores de Acadepol SC, SP e AM e
representante do PRONASCI.
Após a palestra houve
debate com a platéia.
Evento de iniciativa da
Acadepol é parte do
cronograma de ações de
inclusão da disciplina de
relações interétnicas
desenvolvida em parceria
com o PRONASCI e que
passou a fazer parte do
curriculo de formação dos
policiais civis de Santa Catarina.

Secretário de Segurança: delegado ou coronel?

Qual será o perfil de um Secretário de Segurança Pública? Por qual motivo um delegado de polícia ou um coronel da polícia militar não pode ser Secretário de Segurança Pública?

Já tivemos o período dos Promotores Secretários: nada mudou. Agora estamos no período dos Delegados Federais e de um general: tudo igual. Quando são políticos partidários, viram reféns ou da PM ou da PC e caem por qualquer coisa. Sociólogos, antropólogos, advogados, terapeutas familiares só sabem criar ações de governo que não ultrapassam seu período de comando. A maioria sem nenhuma atuação na área e com precários conhecimentos das políticas públicas de segurança. Descomprometidos com a própria segurança publica fazem transitórios experimentos e depois retornam a suas funções originárias acreditando que cumpriram com o papel com eficiência. E a polícia e os policiais permanecem "carregando o piano" e a fama.
O curioso é que os governadores e um grande número de políticos, juizes, promotores, empresários "não abrem" mão de um assessor policial (normalmente militar), sendo monitorados 24 horas por dia. Porém não concordam em entregar a secretaria de segurança para um especialista policial. Não concordam em dividir num mandato de quatro anos, dois para um delegado e dois para um coronel. Por quê será??????