Segundo o TRE votamos em candidatos "ficha limpa" .

Tem candidato eleito que já pretende, mesmo antes de ser diplomado vereador, assumir cargo de secretário de estado. Com boatos bem direcionados lança-se ao "estrelato" mesmo que para isso seja necessário pisar nos antigos companheiros.
 
Carreiras meteóricas costumam demonstrar perfis direcionados para projetos pessoais. Pouco importa o que acontece em sua volta o principal é atingir, mais rapidamente possível, um patamar acima.
 
Findo a eleição, para quem não votará em segundo turno, percebemos que não ganhamos nada. Os mesmos discursos as mesmas promessas e, certamente, as mesmas ações, ou, quem sabe, a falta delas.
 
Sempre ouvimos dizer que a democracia é a melhor forma de governo. Sabemos, porém, que ela é a menos pior. A cada quatro anos elegemos políticos que prometem defender os interesses do povo quando na prática defendem os interesses pessoais buscando eternizar-se no poder como forma de sobrevivência.

Raros são aqueles que dedicam-se a defesa do segmento que o elegeu. Muitos pousam de arautos da verdade e da experiência, porém, na prática, compõem interesses de seus próximos acima dos interesses públicos.

Mais uma vez iremos torcer, aguardar que alguns dos eleitos, pelo menos durante o primeiro mandato, realizem algumas das promessas que repetiram milhares de vezes na campanha. Do contrário continuaremos sendo enganados até pela própria campanha do Tribunal Eleitoral que nos disse que poderíamos escolher um candidato "ficha limpa", sem nos relatar de onde os candidatos eleitos, grande parte sem trabalho ou sem fortuna, investiram cem, duzentos ou mais de trezentos mil reais na campanha.

Será que somos tão tolos para acreditar que essa verba é resultado da poupança que fizeram para a campanha? Ou será que temos que acreditar que as doações ocorreram sem compromissos futuros?

Vamos lá! Não esqueça do nome de seu vereador. Acredite, ele, certamente, irá fazer uma boa gestão de seu cargo político. Vale, afinal, o espetáculo das eleições democráticas. Tal como pareceu, de forma inocente, acreditamos, por orientação do TRE, que votamos em candidatos "ficha limpa".

Notícia Intra muros: Intrigas, lobby e sabotagem

Copio a reportagem da Revista IstoÉ Independente, edição Online, 18/07/12, de Claudio Dantas Sequeira.

Sempre resta-nos a esperança de que a matéria jornalística não esteja correta. O povo brasileiro acredita em suas Instituições e não compreenderia que duas delas, mais bem conceituadas, estivessem numa disputa por interesses particulares sobrepondo-se ao interesse público.

A notícia

"Jogo de interesses na Polícia Federal e na FAB coloca em risco projeto de aeronave responsável pela vigilância de fronteiras, que já consumiu R$ 80 milhões

 

Chamada.jpg
Há duas semanas, ISTOÉ trouxe à tona um episódio inconveniente para a cúpula da Polícia Federal. Seu avião não tripulado de última geração, comprado há dois anos para vigiar as fronteiras, sofreu uma avaria e corre o risco de não voar mais. A partir daí o órgão passou a divulgar a informação, até então mantida em sigilo, de que a aeronave estaria parada pela simples ausência de um contrato de manutenção, que não fora previsto no pacote original firmado pela gestão anterior. Admitir o erro foi a saída para não expor as fragilidades que cercam o programa, no qual já foram investidos R$ 80 milhões. Arquivos confidenciais e relatos obtidos pela reportagem indicam que o projeto de veículo aéreo não tripulado (Vant) corre riscos por causa da suposta conivência da atual cúpula da PF com interesses do comando da Aeronáutica, que estaria ligado ao lobby de uma fornecedora de Vants concorrente.
5.jpg
Para entender esse imbróglio é preciso voltar a 2008, quando o governo lançou a Estratégia Nacional de Defesa. O plano previa o uso de Vants na vigilância das fronteiras da Amazônia e no combate ao narcotráfico. Criado um grupo de trabalho para estudar a aquisição do equipamento, a PF selecionou modelos de três países diferentes, EUA, Alemanha e Israel. Optou-se pela compra do Heron I, considerado o mais avançado dos Vants, da empresa IAI (Israel Aerospace Industry).
3.jpg
FAVORECIMENTO
Documentos revelam que a empresa que produziu o avião
adquirido pela FAB tinha como diretor um coronel que
seria concunhado do comandante da Aeronáutica
 
 
De outro lado, a FAB preferiu lançar um processo de compra independente e optou por uma aeronave mais barata, o Hermes-450, adquirido da Aeroeletrônica (AEL), uma subsidiária da também israelense Elbit. É nesse ponto que os problemas começam a surgir. Durante todo o processo, o comando da Aeronáutica trabalhou para minar a compra da PF. Disseminou que o Vant não poderia voar sem uma doutrina de emprego e autorização expressa da FAB. O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, foi colocado sob suspeita de ter interesses pessoais no caso. A PF produziu um relatório de inteligência, enviado ao Palácio do Planalto, acusando Saito de beneficiar escancaradamente a AEL/Elbit em contratos com a Força Aérea. O documento confidencial cita a contratação do coronel reformado Luiz Guimarães Pondé, concunhado de Saito, para o ­cargo de diretor de relações institucionais da empresa. Questionado por ISTOÉ, o brigadeiro respondeu que a aquisição se deu por “critérios técnicos” e que não houve “qualquer interferência de cunho pessoal”.
IEpag54e55_Vant-2.jpg
 
Até 2011, a FAB e a Polícia Federal estavam em lados opostos na briga dos Vants. Mas a atual cúpula da PF passou a trabalhar contra o seu próprio projeto. Era tudo o que a FAB queria. Essa mudança de postura ocorreu em razão de uma briga de poder dentro da própria polícia. Integrantes da PF que, durante o governo passado, tinham interesse em assumir o controle do programa do Vant, mas não conseguiram, passaram a boicotá-lo quando assumiram o poder a partir da nomeação do atual diretor-geral da PF, Leandro Daiello. No ano passado, esse grupo fez uma denúncia sobre supostas irregularidades no projeto ao TCU. Um dos autores da denúncia com e-mails e ofícios internos obtidos por ISTOÉ é o ex-comandante da Coordenação de Aviação Operacional da PF coronel Rubens Maleiner. Antes mesmo da conclusão da análise do tribunal, esse grupo, que hoje ascendeu ao poder na PF, resolveu parar todos os processos de aquisição do programa Vant.

As consequências começam a ser conhecidas agora. Deixaram de ser comprados os pacotes de manutenção e o link de satélite, sem o qual a aeronave não pode ser utilizada em sua capacidade máxima. Também foi suspensa a compra de cinco galpões em São Miguel do Iguaçu. Sem as instalações, o Vant, que estava num hangar antigo, precisou ser transferido depois que uma tempestade danificou a estrutura do local. Sem alternativa, agentes da PF tentaram colocar o avião num galpão menor. Em junho, providenciou-se uma gambiarra, com trilhos e cabos de aço. O improviso não deu certo. A ponta da asa direita da aeronave bateu no portão, o que causou avarias na fuselagem e numa lanterna. Desde então, por recomendação da IAI, o avião não pode decolar até que se faça uma avaliação de dano estrutural na asa. ISTOÉ questionou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre as denúncias e o futuro do programa, mas ele se recusou a responder."

Candidatos "ficha limpa"...

O Brasil passará a próxima semana ouvindo promessas de políticos de que irão melhorar a vida dos cidadãos e das cidades. Saúde, educação e segurança são as promessas favoritas.
 
Quantas vezes os brasileiros já ouviram essas promessas? A maioria delas em vão, dado ao excesso de prometedores e da complexidade dos problemas.
 
Nesta eleição temos assistido candidatos a vereadores prometendo melhorar a segurança pública, como se tivessem atribuição para tal. Mais grave do que suas promessas é a crença de muita gente  que acredita que vereador tem competência para executar ações e obras.
 
Assumem soluções que estão a cargo do Poder Executivo, do Prefeito Municipal, muito longe de sua competência.
 
Uma grande campanha midiática, pré-eleitoral, joga aos eleitores a responsabilidade de votar em candidatos "ficha limpa" como se tivessem informações suficientes para saber de onde vem o dinheiro usado por cada candidato. E quais os compromissos com os investidores que lhes doaram verbas. Ou será que alguém ainda imagina que as doações são feitas pela simpatia ao candidato?
 
Se os brasileiros não tem como saber de onde se origina o dinheiro usada na campanha, se desconhecem os compromissos assumidos com os financiadores, como saber se o candidato é ficha limpa?
 
Diante dessas evidências pode-se concluir que o processo eleitoral brasileiro não permite ao eleitor votar em candidato "ficha limpa". No máximo, é possível, escolher aqueles que foram habilitados pelos Tribunais Eleitorais, que deveriam ter a responsabilidade de garantir ao eleitor candidados "ficha limpa'.
 
Boa sorte. Não esqueça as promessas de seu candidato. Anote seu nome e suas promessas. Daqui há quatro anos você terá que votar novamente.
 
 

PM revista alunos dentro de escola. Seria uma imagem da eficiência do trabalho militar?

Possivelmente trata-se de uma nova estratégia da polícia militar de Alagoas. Afinal de contas os militares enfrentam inimigos e eles, certamente, podem estar de uniforme escolar e dentro das salas de aula.
 
Pouco importa o constrangimento o que vale é a operação presença.
 
A notícia

 

"Estudantes da Geraldo Melo voltam às aulas e são abordados por policiais nas salas, na presença dos colegas - Foto: GILBERTO FARIAS - matéria FELIPE FARIAS - Gazeta AL.
No retorno às aulas da Escola Estadual Geraldo Melo, a Polícia Militar fez revistas nos alunos, em sala. Há duas semanas, a unidade vive as consequências do embate entre a comunidade escolar e o tráfico de drogas que atinge a região do Graciliano Ramos, em Maceió.

Professores foram ameaçados de morte, quatro alunos deixaram de ir às aulas e sumiram de casa e uma das dependências do prédio foi atingida por incêndio, atribuído à insatisfação provocada pelas denúncias.

O Batalhão Escolar foi acionado, passou a montar guarda em frente ao portão. Na semana passada, revistou mochilas e bolsas dos estudantes. Ontem, a revista adquiriu caráter pessoal, em alunos e alunas dentro das salas.

Por meio de sua assessoria, a Polícia Militar informou que as abordagens são naturais e que fazem parte do trabalho pessoal. E que não representariam constrangimento, como os que são aplicados em indivíduos deitados ou de joelhos."

Justiça condena nove policiais de Flores da Cunha, RS, por tortura

O policial frente a uma ação que fere a Lei Penal deve atuar como mediador, articulador, interventor ou recompositor da ordem, condição necessária para que todos convivam em harmonia e segurança.
 
Não deve e não pode perceber-se como executor desta mesma Lei. Identificando os autores de crimes e aplicando-lhes punição para a qual não tem atribuição nem competência legal.
 
As garantias constituicionais aos policiais se restrigem ao estrito cumprimento do dever legal não lhes sendo permitido atuar de forma arbitrária ou com o uso excessivo da força.
 
Durante décadas assisti centenas de policiais sendo acusados, julgados e condenados por ultrapassarem os limites da lei no afã de aplicar uma punição decidida de forma impensada e incorreta.
 
Todos eles, sem nenhuma exceção, sozinhos e dispendendo recursos do insuficiente salário que recebiam, se viram obrigados a tentar reverter as acusações sem contar com o apoio das corporações ou de qualquer servidor ocupante de cargo superior.  Muitos, e não foram poucos, exonerados sem direito a nada.
 
Por incrivelmente que pareça continuam praticando os mesmos excessos e por eles comprometem a imagem da corporação e destroem suas vidas.
 
A notícia

"Nove policias militares foram condenados pela Justiça de Flores da Cunha, na Serra do Rio Grande do Sulx, pelo crime de tortura. A sentença foi proferida nesta terça-feira (25) pela juíza Tânia Cristina Dresch Buttinger, da Vara Judicial da Comarca do município. Os PMs participaram de uma operação, em dezembro de 2007, para prender um suspeito da morte de um colega. Durante as buscas, eles teriam torturado familiares do procurado.
Dois envolvidos foram condenados a três anos e quatro meses de prisão. Os outros sete foram condenados a dois anos e quatro meses. Para todos elas, a condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público, e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
 
O caso teve grande repercussão na época e os policiais foram apelidados de “Tropa de Elite”. Durante a abordagem aos familiares do suspeito, eles teriam usado métodos de tortura similares aos do filme, asfixiando as vítimas com sacos plásticos e usando um cabo de vassoura na tentativa de empalamento.
 
Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, um sargento da Brigada Militar foi morto por um gesseiro em razão de uma desavença. Minutos após o assassinato, os policiais se dirigiram à casa do suspeito, onde encontraram o filho do homem, de 18 anos, um amigo, de 22, além de dois menores.
 
Os quatro jovens foram interrogados e torturados pelos policiais. As agressões só terminaram, diz o MP, com a chegada do Serviço de Inteligência da Brigada Militar, de um delegado da Polícia Civil que estava de plantão naquela noite, além de peritos."