Brasileiros miseráveis, moradores de ruas e de locais indignos, sem trabalho, sem qualificação, sem direito a nada, sem comida, para alegria dos governantes, serão recolhidos, a força, para um leito onde serão desintoxicados.

O grande problema dos políticos é que precisam parecer que estão realizando alguma ação correta para melhorar o mundo. É sabido que grande parte de seus anunciados tem apenas o efeito midiático para que possa, ali adiante, enumerá-los para continuar concorrendo a cargos eletivos.
 
A pouca importância que é dado ao voto e aos candidatos, que os compram a peso de ouro, permite que assim estejamos assistindo as disputas políticas que se apegam a exclusiva vontade de estar no Poder ao invés de ocupá-lo para desenvolver políticas públicas que melhorem a vida dos cidadãos.
 
O crack assim como qualquer outra droga, inclusive o socialmente aceito álcool, transtornam a vida das pessoas desde que a vida é conhecida na terra.  Hoje, o Brasil elegeu esta droga como "a praga" da nação. Governos estaduais e federais discursam e investem em pseudos ações que, segundo eles, irá inibir o consumo dessa e de outras drogas.  Chegaram ao extremo de, no primeiro momento, mandarem a polícia resolver a questão. Como não é problema de polícia agora encontraram uma nova solução: o tema do momento, internamento involuntário.
 
Não precisa ser especialista de saúde para saber que nenhum internamento cura a drogadição. Nem profissional de saúde para apurar que os leitos anunciados não atendem 5, 10 ou 20% dos usuários de crack que são moradores de ruas.
 
No Brasil, ainda é escandalosa a falta de leitos hospitalares e UTIs, com filas vergonhosas para que uma pessoa possa receber uma consulta especializada pelo SUS. Enquanto isso nossos brilhantes políticos, na falta de políticas públicas que enfrentem as questões sociais brasileira, anunciam que irão internar os usuários a força. 
 
Pura ação midiática que demonstra a incompetência, a incapacidade e a falta de comprometimento político com questões seríssimas. Brasileiros miseráveis, moradores de ruas e de locais indignos, sem trabalho, sem qualificação, sem direito a nada, sem comida, para alegria dos governantes, serão recolhidos, a força, para um leito onde serão desintoxicados.
 
E depois? Receberão casa, acompanhamento de saúde, profissionalização e trabalho? Ou serão largados na rua, na frente da casa onde foram recolhidos, para que retornem ao crack?
 
É cruel conviver com a hipocrisia.
 
 
 
  
 

A Igreja Católica e a imprensa nacional perderam uma grande oportunidade de ficar calada.

A mídia justiceira nacional, última resistência conservadora deste País, desconhecendo a legislação da Venezuela, optou por acusar o Presidente Chávez, doente, de golpista. Agora, diante da decisão da Justiça daquele País, irão dizer que o Presidente também manda nos Juízes.
 
A Igreja católica, mais conservadora do que qualquer coisa neste mundo, perde suas ovelhas para pastores de ocasião e bispos endinheirados. Levantou-se na defesa na democracia na Venezuela mas sua profecia não impressionou o judiciário.
 
 
Noutro dia estavam condenando a destituição do ex-presidente do Paraguai. Também erraram. Tudo anda normal naquele País que tem sua legislação própria e não depende de nossos articulistas metidos a analistas internacionais.
 
Pelo jeito no Paraguai e na Venezuela o Judiciário não se impressiona muito com a mídia conservadora.
 
 
A notícia


"Chávez, segundo a juíza, poderá ser formalmente empossado, diante da corte, em outra data, a ser marcada quando cessar o motivo que impede a posse agora."
A juíza Luisa Estella Morales, presidente do TSJ, dá entrevista nesta quarta-feira (9) em Caracas, capital da Venezuela (Foto: AFP)"O adiamento da posse, marcada para quinta-feira (10), havia sido anunciado na terça pelo governo, pelo fato de Chávez continuar hospitalizado em Havana, Cuba, recuperando-se de uma cirurgia contra o câncer.
 
 
A oposição havia contestado a legalidade do procedimento, defendendo que o presidente da Assembleia Nacional deveria tomar posse e exigindo informações mais claras sobre o estado de saúde de Chávez e sua capacidade de exercer a presidência.
A presidente do principal tribunal do país, Luisa Estella Morales, disse, em entrevista, que, como se trata de um presidente reeleito, não é necessária nova posse para o mandato entre 2013 e 2019.
O governo atual pode continuar funcionando, com Morales presidente e Nicolás Maduro, seu herdeiro político, como vice, segundo o entendimento do tribunal.
 
 
"O poder executivo, constituído pelo presidente, o vice-presidente, os ministros e demais órgãos e funcionários da administração, continuará exercendo plenamente suas funções com fundamento no princípio da continuidade administrativa", disse Morales, acompanhada de vários magistrados da sala constitucional."


Resistência seguida de morte.

As mudanças na polícia somente acontecem graças a própria polícia. A omissão e desconhecimento do Ministério da Justiça para enfrentar a violência policial será enfrentada, com o tempo, pelos próprios policiais que aprendem que a violência os tranforma em vítimas do sistema nacional de segurança, que não funciona.

Parabéns a São Paulo que sai na frente com uma ação simples mas espetacular. Muitos crimes serão solucionados e haverá uma redução de homicídios em decorrência da "suposta" resistência da vítima. Que os demais Estados da União copiem logo essa medida.
 
Só falta agora São Paulo permitir que os policiais que atuam em ocorrências violentas sejam atendidos por equipes de psicologia após esses eventos. Quem disse que policial não é afetado pela violência?  
 

A notícia  

"A partir desta terça-feira (8/01) todos os policiais de São Paulo que atenderem ocorrências com vítimas graves não poderão socorrê-las. Elas terão de ser resgatadas pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ou pela equipe de emergência médica local.

A decisão do secretário da Segurança Pública Fernando Grella Vieira está em uma resolução que será publicada no "Diário Oficial".

"O objetivo da mudança no procedimento operacional é, entre outros, evitar que a cena do crime seja alterada por policiais e garantir que o atendimento às vítimas seja feito por profissionais habilitados, como médicos e socorristas. Nesse rol de crimes estão inclusos os que tiveram a participação direta de policiais."

"Mais importante do que socorrer rapidamente é socorrer com qualidade. Nos acidentes de trânsito o policial não pode socorrer. Nos casos de homicídio deve ser assim também", afirmou o coronel da reserva da PM José Vicente da Silva Filho, que discutiu o tema com o secretário."

NOMENCLATURA

"A resolução altera outros dois procedimentos. Um é o da nomenclatura no boletim de ocorrência dos crimes envolvendo confronto com policiais. O termo "resistência seguida de morte", quando a morte é em confronto, será trocado por "morte decorrente de intervenção policial".

"A outra mudança é que todas as vítimas e testemunhas de crimes devem ser levadas imediatamente para delegacias. Hoje, em alguns casos, elas são antes encaminhadas a um batalhão da PM." Folha de São Paulo, internet..

E ai fica aquela pergunta: o julgamento do "mensalão" foi ou não foi um julgamento político?

O processo, com grande cobertura midiática, que acusa o ex-goleiro de um clube carioca de ter sido mandante de um homicídio, e que não foi preso em flagrante delito, mantém o acusado  encarcerado há mais de ano.
 
O comerciante que matou um rapaz em São Paulo durante discussão sobre uma diferença de sete reais na conta, também não tendo sido preso em flagrante, prestou depoimento e foi pra sua casinha.
Os presídios, principalmente no norte e nordeste, estão lotados de presos que ainda não foram julgados e condenados.
 
 
A ação 470 no STF, apelidado pela mídia como "mensalão do PT", foi realizado com um absurdo estardalhaço e a imprensa desejava que todos os condenados, em primeira instância, fossem recolhidos ao presídio.   
 
 
"O caso do chamado mensalão mineiro, que envolve políticos do PSDB, não deverá ser julgado pelo STF. A acusação aponta desvio de recursos públicos e financiamento ilegal na fracassada campanha pela reeleição do então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo.
As operações contaram com a participação das empresas de Marcos Valério Fernandes de Souza, apontado como o operador do mensalão petista, que ocorreu entre 2003 e 2004, segundo o Ministério Público Federal.
 
A denúncia do caso mineiro foi apresentada ao STF pela Procuradoria-Geral da República em 2007. O tribunal abriu ação penal em 2009. A causa não está pronta para ir a julgamento porque ainda há etapas processuais a serem concluídas. Atualmente o caso está na fase de depoimento de testemunhas.
 
Além disso, o relator do processo, o ministro Joaquim Barbosa, não poderá continuar na condução da causa, já que assumiu a presidência do tribunal em novembro. A tarefa de relator será entregue ao novo ministro do Supremo a ser escolhido pela presidente Dilma Rousseff. Não há prazo para a indicação, que preencherá a vaga aberta após a aposentadoria de Carlos Ayres Britto."
Transcrito da Folha de S. Paulo
 
E ai fica aquela pergunta: o julgamento do "mensalão" foi ou não foi um julgamento político?
 
Ou dúvida maior: qual é a justiça brasileira? Seria aquela que recolhe um acusado de homicídio e o mantém preso sem julgamento legal, independente de não ter sido preso em flagrante delito? Ou aquela que mantém solto um homicida confesso que elimina uma vida por causa de sete reais e que também não foi preso em flagrante?
 
Seria, quem sabe, aquela que julga "de forma hollywoodiana" suspeitos dos desvios de verbas públicas do partido que esta no governo, mas não consegue finalizar outro processo, cinco anos mais antigo e com menor número de acusados?
 
Como acreditar que algo estaria mudando?  
 

2013: a cidadania é babaquice?

As previsões para o novo ano, como tantas outras já realizadas por videntes e inventores, não inovam ou sugerem alguma grande mudança no "front" de nossos dias. A não ser a obrigação de lutarmos com mais valentia para sobreviver e superar "o inimigo".
 
O "inimigo" tem muitas caras e nenhum escrúpulo. Os principais, aqueles se destacam, mentem, fraudam, inventam e se aliam de forma criminosa ou anti-ética para galgar um espaço ou manter-se em posições e situações que lhes dê melhores condições de vida. Mesmo que para isso, sob variados argumentos, necessitem pisar nos concorrentes.
 
As passagens de ano nada mais têm sido do que eventos comerciais e gastronômicos onde mostramos as conquistas do ano que finda. O sucesso de cada um fica demonstrado pela viagem que conseguimos realizar (se for para exterior dá uma necessidade louca de contar para todos), pela posse de um carro mais novo e mais potente (mesmo que comprado em sessenta vezes), pela gastança realizada com as festas (sobra peru, porco e muita farofa), pelo valor dos presentes que brindamos (a maioria xinguilingui) e pelo desperdicio de energia para nos deslocarmos para praias superlotadas, sujas e totalmente abandonadas pelas administrações municipais, inexistentes.
 
Somos obrigados a disputar, do natal ao ano novo, filas imensas em supermercados para poder comprar pão nosso de cada dia. Literalmente roubados pelos comerciantes que, descaradamente, aumentam o preço de seus produtos e serviços como forma de melhorar seu lucro.
 
Assistimos, acompanhamos quando não participamos da fúria destruidora incubada em qualquer ser humano, produzindo muito lixo, destruindo o patrimônio público, perturbando as pessoas, usurpando de nossos direitos, como se tudo fosse válido e necessário para termos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.
 
E de uma forma muito humana e descarada olhamos para nosso vizinho e criticamos sua forma de comemorar esquecendo que estamos fazendo a mesma coisa quando não pior.
 
A balela sobre a falta de educação não justifica a conduta dos cidadãos. A verdade é que não sabemos o que é cidadania, não sabemos o que é ter compromisso social. Indivíduos analfabetos e com curso superior agem da mesma forma. Uns porque dizem não saber o que estão fazendo, outros fazem porque "pagam seus impostos" e imaginam serem donos do mundo.
 
Campanhas governamentais infantis apelam às crianças para que o "papai e a mamãe" não corram nas estradas, para que não dirijam bêbadas, para que não sejam violentas, etc., etc. Campanhas que fazem de conta.
 
Os administradores públicos, burocratas de plantão, não trabalham duro para preparar as cidades para que recebam turistas em condições confortáveis e seguras. Somos tratados como um bando que está liberado para fazer o que bem entender.
 
Portanto que 2013 seja um ano igual ao 2012, 2011, 2010 e tantos outros já passados. Que possamos sobreviver a ele, e que Deus nos salve! Porque aqui na Terra, para termos valor e sermos reconhecido precisaremos continuar usando os ombros das pessoas para galgarmos, de forma mais rápida, um espaço de reconhecimento no mundo dos homens.
 
Do contrário ficaremos suspeitando que respeitar a cidadania e os direitos da outras pessoas é pura babaquice. E que venha 2014.