Empregadas domesticas e seus direitos trabalhistas.

Finalmente, mais um resquício da escravidão começa a ser eliminado. O Brasil reconhece os direitos trabalhistas das empregadas domésticas.
 
Alguns escravocatas, de imediato, sairam afirmando que haveria uma crise de emprego. Como tambem são trabalhadores, público ou privados, ou quem sabe empresários, são beneficiados pela legislação trabalhista que lhes garantem todos os direitos. Curiosamente, por algum motivo estranho, reclamam do benefício agora ao alcance de milhões de brasileiras.
 
Temos que parabenizar nosso Congresso Nacional que, apesar das contantes acusações, cumpre com seu dever. Parabéns aos trabalhadores domésticos que conhecem nossas casas melhor do que nós e cuidam de nossos filhos, muitas vezes, por mais tempo que dispôem para cuidar dos seus.

A admissibilidade de carreira única na polícia civil interessa a todos, consequentemente exige a VONTADE POLÍTICA do Governo Federal.

Tendo acompanhado o inicio do processo de elaboração da antiga Lei Orgânica das Polícias Civis (2005), rebatizada como Lei Geral (2007), não me angustio com o posicionamento das entidades de classe que estão contra sua aprovação, na forma como esta proposta.

 
Ninguém mais legitimado que esses representantes sindicais, do maior contingente de servidores das PCs, para aderir ou repelir propostas que entendam boas ou ruins para o segmento.

 
O que perturba meus sonhos é a tentativa do Governo Federal em "empurrar" uma Lei que, antecipadamente, sabe, não irá contemplar os pleitos dos trabalhadores policiais.

 
O que inquieta as lideranças, nos debates ocorridos, são os posicionamentos de pessoas, ocupantes eventuais de cargos de confiança, que nem podem ser chamados deprofissionais da área, já que nela atuam de forma eventual, arriscando-se a bancar idéias e alternativas que em nada organizarão as polícias civis brasileiras.

 
A partir do evento constitucionalque impediu a ascensão funcional de um percentual de agentes policiais, por concurso interno, surgiu nas corporações a figura do delegado que desconhece a polícia e suas práticas. Já que para o desenvolvimento de sua carreira necessitará de muitos anos de atividade para compreender a corporação, seu funcionamento e a relação que necessita desenvolver com aqueles que, na prática, comandam as atividades policiais, já que as executam.
 
 
É sabido que os servidores que apuram os crimes e os relatam dominam, como ninguém, os processos executados na polícia civil. Assim como é aceito que aos delegados compete ordenar tanto essasinvestigações como os feitos cartorários, além de atribuições administrativas.

 
A relação necessária para que uma polícia investigativa melhore seus resultados exige que agentes e delegados tenham um comprometimento único e recebam tratamento isonômico dos governantes.

 
A hierarquia que deve prevalecer no dia a dia da atividade profissional numa delegacia de polícia não pode decorrer do título que ostenta um ou outro servidor.

 
Inexistindo um curso completo de formação policial que os capacite nos bancos das academias de polícia, já que os existentes são muito rápidos e superficiais, acabam completando essa formação no dia a dia de suas atividades. Apesar dos “pseudos” especialistas serem contra esta verdade.

 
São servidores que agregam elevado conhecimento na área em que atuam e nem por isso recebem reconhecimento. Na polícia, ainda, de forma equivocada, somente o delegado é valorizado.

 
A atividade policial, diferentemente da Judiciária, na qual a elaboração intelectual depende do Juiz de direito e do Promotor Público, responsabiliza pela investigação todos aqueles agentes que atuam na área operacional, entendendo-se ai a atividade cartorária e pericial.

 
 Não é a elaboração intelectual assinada pelo delegado de polícia, no relatório final do inquérito, que irá absolver ou condenar um indiciado. Já que este documento apenas deve conter o relato da investigação realizada pelos agentes operacionais.

 
Por outro lado, sabe-se, de antemão, que não existe nenhum empecilho jurídico para a existência da carreira única nas Polícias Civis. O que poderia impedir esta ascensão seriam as avaliações e os cursos exigidos para que os melhores policiais chegassem ao final de carreira.

 
A tentativa do segmento de delegados em tornar sua "carreira" em jurídica esbarra numa obviedade primária: "A polícia civil será dirigida por delegados de polícia de carreira". Que carreira? Policial. Do contrário não poderiam ser dirigentes da Polícia Civil.

 
"As atividades de segurança pública não foram incluídas entre as funções essenciais à justiça, as quais dizem respeito às atribuições /cargos/ competências que efetivamente possuem natureza jurídica."A necessidade de ter conhecimento jurídico não tira do delegado a natureza policial.

 
Em sendo assim pode-se afirmar que a admissibilidade de carreira única na polícia civil interessa a todos, consequentemente exige a vontade Política do Governo Federal, em indicar Projeto de Lei que garanta uma estrutura organizacional, definindo a carreira única e o ingresso de todos policiais civis nos cargos iniciais, assim como ascensão funcional a partir de exigências legais e critériostransparentes.

 
A profissionalização da atividade policial passa pelo exercício da função de forma plena. O profissional para chegar aos cargos de comando deverá ter uma vivência que lhe oportunize prestar um melhor serviço à população.

 
Sei, por outro lado, que a cultura nacional sobre polícia é totalmente inexistente. A sociedade brasileira percebe-nos como nos tempos da colonização. Ainda somos vistos como "capitães do mato". Alguns policiais, em dado momento, até acham isso bom. Na realidade trata-se de uma visão equivocada, injusta e retrógrada.

 
Seria preciso, a nosso ver, um movimento articulado, convincente, forte e permanente. Primeiro, internamente, para padronizar as posições dos policiais. Em seguida, o enfrentamento público, através da mídia, mostrando a responsabilidade do Governo Federal e dos Governos Estaduais pela culpa exclusiva de não estruturar uma polícia capaz de reduzir os índices de violência que a todos angustia.

 
Não existe culpa dos policiais e das polícias. Culpados são os governos que há décadas entregam viaturas, armas e pequenas melhorias em prédios, alegando que tais ações irão ofertar melhores condições de trabalho. Mentira. São reposições que nada acrescem ao contingente ou as condições existentes.

 
Isto a mídia não repassa e não discute com a população. Enquanto usarem a figura de alguns delegados de polícia para os socorrer com desculpas e promessas que não reduzem os níveis da violência e criminalidade, em troca de uma promoção ou cargo, continuaremos assistindo o derramamento de sangue que hoje constrange o Brasil e os brasileiros.

 
Sem esquecer, apenas para registro, da necessidade dos policiais militares saírem das assessorias e dos quartéis colocando todo seu contingente em atividade de rua, ostensiva e preventivamente. Se tudo continuar sendo feito do mesmo jeito salve-se quem puder.

O Caveirão e o apartheid: algo em comum?

A segurança pública brasileira, em especial a do Rio de Janeiro, noticia a compra de "mais oito novos caveirões". A notícia registra que este equipamento irá "melhorar o conforto dos policiais".
 
Imaginem que mordomia terão: "...com freios ABS, tração nas 4 rodas e ar-condicionado potente....".
 
Já podemos comemorar. Estamos prontos para os grandes eventos esportivos. Chegando aos padrões internacionais de segurança.
 
"Veículos policiais especiais usados para intervenções nos guetos, foram inicialmente utilizados na África do Sul, entre 1948 e 1994, pelo regime segregacionista do apartheid." Wikipedia

Enquanto os investimentos estruturais e sociais se arrastam para chegar nas comunidades pobres o Caveirão continuará passando por cima do que estiver pela frente. Quando forem criminosos enfrentando a polícia o dano será menor, o problema é quando as vítimas são apenas parecidas pela cor da pele. 
Empresa sul-africana deve entregar blindado baseado no Maverick (foto) Foto: Divulgação
 

   
A notícia
 
"O governo do Rio de Janeiro anunciou nesta segunda-feira a empresa sul-africana Paramount Logistics Corporation vencedora do pregão internacional realizado para a aquisição de oito novos blindados que reforçarão as operações de segurança no Estado, substituindo os atuais "caveirões". O resultado do certame - que teve início em janeiro e contou com a concorrência de cinco companhias estrangeiras - foi publicado no Diário Oficial de sexta-feira. Os oito veículos táticos foram adquiridos por R$ 6,65 milhões". Site Terra, internet.
 

Procurador Geral da República desqualifica o trabalho da polícia.

Frases do Procurador Geral da República
"No mensalão, houve trabalho da Polícia Federal. Agora, eu diria que grande parte da investigação, a maior parte, foi conduzida diretamente pelo Ministério Público. Toda aquela parte de quebra de sigilos bancários e fiscais, toda a análise que acabou constituindo a espinha dorsal da acusação formulada foi fruto do trabalho de investigação do Ministério Público."


"O procurador-geral afirmou, ainda, que o Ministério Público é um órgão mais isento que a Polícia Federal para conduzir investigações, por não estar vinculado a nenhum dos Três Poderes. A Polícia Federal é um órgão submetido ao Executivo."


PEC da Impunidade x retaliação


"O procurador protestou contra a proposta de emenda constitucional que tira do Ministério Público o poder de investigação. Ele insinuou que a proposta foi desenterrada e passou a tramitar rápido no Congresso Nacional após as condenações do mensalão."


"Na verdade, essa PEC já tramita há muito tempo no Congresso Nacional, mas ela renasceu logo após o julgamento da Ação Penal 470. Não afirmo que seja uma retaliação, mas não posso descartar essa hipótese."

Frases retiradas da matéria de Givaldo Barbosa / O Globo, internet 11/03/13.




Comissão de Direitos Humanos da Câmara; Direitos Humanos???

O espetáculo proporcionado pela Câmara dos Deputados.
 
 
Manifestantes de São Paulo protestam contra a permanência do deputado Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara (Foto: Cris Faga/Estadão Conteúdo)

Grupos protestam pelo país contra deputado federal Marco Feliciano
Em São Paulo, a concentração foi marcada para as 14h na esquina entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, na região central de São Paulo. Munidos de cartazes, os manifestantes caminham pela Rua da Consolação, ocupando faixas da rua no sentido centro.
Em Brasília, o protesto também pediu a saída de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado. A manifestação na capital do país começou na Rodoviária do Plano Piloto, organizada em redes sociais por membros do movimento LGBT e da Federação Umbanda e Candomblé de Brasília e Entorno. Os manifestantes chegaram a interditar quatro faixas do Eixo Monumental.

Protesto contra deputado Marco Feliciano (PSC) e senador Renan Calheiros (PMDB) em Curitiba (Foto: Joka Madruga/Estadão Conteúdo)
 
O senador Renan Calheiros foi lembrado também pelos manifestantes que tomaram as ruas do centro de Curitiba (PR), neste sábado.
Renan é investigado em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo suposto uso de notas fiscais frias para justificar, em 2007, que tinha renda para pagar a pensão de uma filha. O senador apresentou as notas, referentes a suposta venda de bois, para se defender da suspeita de que a pensão era paga por um lobista de uma empreiteira.
O escândalo levou à renúncia do peemedebista do comando do Senado em 2007. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou denúncia ao STF contra Calheiros.
 
Grupo do Espírito Santo protesta contra nomeação de pastou para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. (Foto: Aubrey Effgen/VC no ESTV)
 
Já em Vitória (ES), mais de 200 pessoas se reuniram na Praça do Papa para protestar contra a nomeação do novo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
De acordo com o organizador do evento no Espírito Santo, Guilherme Rebelo, a mobilização é nacional e começou pelas redes sociais. “O pastor não é a pessoa mais indicada para reivindicar o direitos humanos, ele é um dos primeiros a fazer discursos homofóbicos e racistas. Queremos sensibilizar a pessoas que desconhecem esse fato”, explicou Rebelo.
O organizador disse ainda que o grupo vai sair em caminhada até a Assembleia Legislativa com cartazes. A ideia é enviar uma nota de repúdio pela nomeação do parlamentar à Comissão de Direitos Humanos do Espírito Santo para que chegue a Câmara dos Deputados em Brasília.
E
leição criticada
A escolha de Feliciano para presidir a comissão gerou protestos de entidades de direitos humanos e de parlamentares. O deputado é alvo de dois processos no Supremo Tribunal Federal: um inqúerito que o acusa de homofobia e uma ação penal na qual é denunciado por estelionato. A defesa do parlamentar nega as duas acusações.


Pastor da igreja Assembleia de Deus, Feliciano causou polêmica em 2011 por causa de mensagens publicadas no Twitter. "Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids, fome... Etc.", escreveu na época. Ele também publicou que "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime e à rejeição."
Para Rafael Moreira, diretor da Federação, que organizou o protesto em Brasília, Feliciano não pode presidir comissão que atende direitos de minorias.

"Você quer uma pessoa dessas para atender o meu interesse ou dos LGBT? Se ele permanecer na presidência da comissão, a gente vai provar que a comissão é do povo, não dele. Como a gente dá um voto de confiança a um cara que ataca negros, gays e ligados às religiões de matrizes africanas?", disse Moreira.
 
A publicitária Malu Rodrigues vê incoerência na eleição do pastor.

"É uma incoerência absurda ele ser eleito para presidir essa comissão. Ele é claramente racista e homofóbico. Não tem nada a ver com ele ser evangélico ou pastor, mas com ele mesmo", disse.
Participando pela primeira vez de uma manifestação, a advogada Fabiane soube por meio de redes sociais da manifestação. Ela afirmou estar descontente com o cenário político brasileiro, mas disse ver a escolha de Feliciano para o cargo como "a gota d'água".
"Eu me senti ultrajada. Não me sinto representada por uma presidência que fala de direitos humanos olhando só para uma parte. Que não representa as minorias, que na verdade são a maioria no país."G1