"Meu ideal mais querido é o de uma sociedade livre e democrática em que todos vivam em harmonia com igualdade de oportunidades. Um ideal pelo qual estou disposto a morrer".
Qual é o sentimento de heroísmo de um ocupante de prédio público se sua ação não lhe expõe a integridade, já que esta protegido pelo Estado?
É visível, até constrangedor, a forma como a
mídia, políticos e o judiciário, incluído ai o ministério público, tem se
postado frente às desorganizações que vem ocorrendo no País. Com um papinho
furado sobre respeitar as "manifestações democráticas" temos assistido
um bando de mascarados depredando patrimônio público e privado, e constrangendo
parte da população, para dar vazão a sua veia criminosa.
Os mesmos que chamam os políticos de ladrões manifestam-se
como delinquentes. Quebram e saqueiam porque sabem estar protegidos por encastelados
que querem ver o País exposto a injustificáveis ações de violência e desorganização, no exato momento
em que vivemos uma democracia plena. Ruim? Pior sem ela.
A ânsia pela ocupação do poder descaracteriza
aqueles que querem mantê-lo e motiva os desesperado que desejam retomá-lo. Não
querem mais viver as suas expensas, preferem, todos, as tetas gordas do Estado.
Uns juram que mamam com mais delicadeza do que outros.
Os mesmos que chamam os políticos de ladrões manifestam-se
como delinquentes. Quebram e saqueiam porque sabem estar protegidos por encastelados
que querem ver o País exposto a injustificáveis ações de violência e desorganização, no exato momento
em que vivemos uma democracia plena. Ruim? Pior sem ela.
Nas redes sociais tipos alinhados, sentado em
cadeirinha estofada, escrevendo o que lhe passa pela cabeça, “em nome do povo”,
enquanto os trabalhadores dão duro para sobreviver com dignidade.
Nunca tinha visto tanta petição no tal de
Avaaz.org. É uma revolução sentada.
A ânsia pela ocupação do poder descaracteriza
aqueles que querem mantê-lo e motiva os desesperado que desejam retomá-lo. Não
querem mais viver as suas expensas, preferem, todos, as tetas gordas do Estado.
Uns juram que mamam com mais delicadeza do que outros.
Outra mobilização forte que tem circulado por
aqui é a referida por alguns “jovens” que
dizem estar mudando o Brasil. O Congresso Nacional ficou tão impactado com
esses movimentos que resolveu fazer o recesso parlamentar, assim como as
Câmaras de Vereadores, Judiciário, etc. E ai? E as mudanças?
Discriminação - A cor de sua pele foi, esta sendo, ou será determinante por constrangimentos e oportunidades
Acredito que existem assuntos que devem ser
tratados de forma continua e permanente, porque existem problemas que não deixam
de existir.
Algumas pessoas desconhecem o problema ao afirmar
que no Brasil não existe racismo e que os negros, principalmente aqueles
militantes, é que são racistas, já que lutam contra algo, segundo eles,
inexistente. Na esteira rasa das teses racistas dizem não compreender o
papel das cotas nas universidades, muito menos a obrigação do Estado em
oferecer alternativas que permitam o acesso dos negros a espaços mais nobres
que não dependem apenas da questão econômica.
A clássica e interminável confusão
entre preconceito e discriminação fundamenta os argumentos dos que
insistem em dizer que os negros discriminam. Nunca é demais lembrar
que o preconceito é fruto da formação de qualquer individuo. Ele elabora
suas concepções e com elas vive. Sendo assim, qualquer individuo
independente de raça, credo ou opção sexual, estrutura-se com seus
preconceitos.
O que deve ser enfrentado não é o
preconceito existente na intimidade das pessoas. Mas a discriminação que aflora
nos manifestos e atos por elas realizados.
Segundo a
Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Normas e Discriminação
Racial da ONU,
Ratificada pelo Brasil em 27 de março de 1968:
A discriminação racial “significa qualquer
distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor,
ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir
ou dificultar o reconhecimento e/ou exercício, em bases de igualdade, aos
direitos humanos e liberdades fundamentais
nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida
pública".
Em nosso País, por mais que convivemos de forma
harmoniosa entre negros, brancos, índios, ciganos, e tantas outras raças,
é visível à discriminação protagonizada por pessoas e organizações. Na
educação, mercado de trabalho, e outras atitudes cotidianas que demonstram que
ela existe de forma velada e cruel, daí ser necessário o seu
reconhecimento para que se lute para sua redução.
Este problema é notado, literalmente, nas
fotografias dos governantes brasileiros, das empresas públicas e privadas, dos
meios de comunicação, dos frequentadores de shoppings, bares, restaurantes,
cinemas, aeroportos, e por ai vai... Se mais da metade da população é composta
de negros ou descendentes como é que este percentual não aparece nesses espaços?
Notícias da semana relatam nos Estados
Unidos (presidida por um negro, coisa impensada no Brasil), assim como a
Itália, a ocorrência de fatos que trazem a tona a forte discriminação racial
que acontece naquelas nações. Um jovem negro de 17 anos, carregando
um pacote de doces nas mãos foi morto no ano passado. O
assassino, um maluco fantasiado de guarda comunitário,
armado, defendeu-se em juízo, e por isso absolvido, argumentando
que se sentiu ameaçado por aquele individuo em "atitude
suspeita". O clássico argumento que usam as policia militares para
tentar justificar o abusivo número de jovens negros assassinados no
Brasil.
Não melhor foi a manifestação de senador
italiano sobre a ministra negra de seu País. Sem maiores comentários a não ser
o repudio veemente a indivíduos que acreditam que na cor da
pele como diferencial.
Por isso acredito que os negros
brasileiros não podem esquecer a cor de sua pele. Ela foi, esta
sendo, ou será determinante por constrangimentos e oportunidades.
O discurso oficial brasileiro sobre a questão
racial fundamenta-se apenas pela inexistência de conflitos raciais. Mas
não se sustenta em razão da discriminação visível que sofrem os
negros brasileiros. .
Nada mudará, a não ser a cor do papel que nos embrulha!
O Brasil, sem deixar de ser
um País bom para se viver, já que somos brasileiros, carece de receber um
tratamento atencioso e respeitoso de seu povo.
O grupo que acumula estabilidade
econômica, auxiliado por uma casta de servidores públicos que se alçam a
denominada "classe média alta" lutam para manter o Brasil como se
ainda fosse uma colônia.
Além de operar, muitas vezes, de
forma inescrupulosa para garantir o topo da pirâmide procuram ofuscar a
visão da maioria da população ao erigir temas que definem como
fundamentais para a sobrevivência dos
brasileiros. Quando, na realidade, são questiúnculas que se prestam a
tornar limitado o olhar daqueles que poderiam, pela maioria,
determinar mudanças efetivas no País.
Bastou um pequeno e curto sopro
de insatisfação nacional para que a mídia acumule, diariamente, um
imenso número de irregularidades e crimes praticados por essa classe dominante (de qualquer partido ou sem partido político).
Pior do que essas notícias é a
constatação de que não há para onde correr. Muito menos para onde
recorrer. Tudo ficará como "dantes no quartel de Abrantes". Nas mãos dos mesmos, nada mudará, a não ser a cor do papel que nos embrulha.
A questão nacional, salvo
juízo com maior sanidade, são as Instituições que estruturam este
País. Não são os indivíduos. Estes são humanos. Com todas as
qualidades, mas, principalmente, com todos os defeitos que caracterizam a espécie.
A população não acredita no
Executivo, Legislativo e Judiciário. Por mais respeito que seja dedicado a
esses poderes e seus ocupantes não dá para crer em nada do que dizem. Não querem
e não vão mudar porque sabem que a população pode ser "ludibriada” com as
falsas causas sustentadas por discursos demagógicos e hipócritas.
São levados a discutir
qual é o melhor partido político a ser defendido, e qual o melhor nome para ser
eleito. A cada eleição acabam decidindo pelo interesse econômico ou simpatia, já
que nenhum promete enfrentar essa cultura escravagista e secular que mantém a
maioria da população alienada de seus direitos.
Enquanto as Instituições
Nacionais não forem resgatadas, limpas e transparentes,
o Brasil continuará sendo um País mal amado por quem jura defendê-lo. Enquanto
prevalecer os interesses de pessoas sobre os interesses da Nação nada há que
ser reclamado.
Ilustro este pequeno comentário com o texto do Blog de Bob Fernandes, publicado no site Terra.
Nos aviões da FAB, os herdeiros da casa grande
A escravidão no Brasil perdurou por 386 anos. São quatro quintos da nossa história. Na escravidão, os Senhores, ou as Senhoras, moravam na Casa Grande. E os escravos se amontoavam na Senzala.
Escravidão por quase quatro séculos deixa uma ferida profunda em qualquer sociedade. Muito fica, permanece nos hábitos mesmo que muito se dilua no tempo e nos costumes. O hábito de voar nos aviões da FAB não nasceu do nada. E sobrevive porque as raízes culturais são fundas.
Todos esses Senhores e as Senhoras que voam e revoam são conhecidos como "Pessoas Muito Importantes". São VIPs, para usar uma expressão tão cara aos mundos de Caras. Assim é, tem sido o Brasil desde sempre. Assim é no céu como é na terra.
É claro que existem VIPs mundo afora, mas por aqui tem sido cada vez mais comum espaços para os ainda mais VIPs. E uma coisa são VIPs no mundo privado; ai é uma questão de gosto. Outra coisa são VIPs usando bens e espaços públicos. Como no caso dos aviões da FAB.
Ou como em tantos exemplos no Brasil. Caso dos camarotes. Tem os que são privados, como o do Luciano Hulk na final da Copa no Maracanã, onde vai quem é convidado. E também quem não deveria ir. E tem, como na Bahia, camarotes que invadem espaço público.
Um enorme camarote, chamado Salvador, ocupa via pública no bairro de Ondina nos carnavais. Já há anos sua montagem começa nos dias seguintes ao Natal.
A via pública é escandalosamente tomada e não há quem consiga impedir. E não só esse e isso: a montagem da "camarotagem", como quem não quer nada, mas querendo, ocupa também calçadas.
Nesse mesmo carnaval, blocos privados usam "cordeiros" nas ruas. "Cordeiros" são pessoas que recebem uma miséria para, com cordas, proteger blocos privados. Para tal proteção expulsam das avenidas, esmagam nas calçadas quem não pode pagar para fazer parte dos blocos.
Tudo isso transmitido por emissoras de TV para todo o país. Há décadas. E já assimilado, inclusive pelos anunciantes, como se tudo fosse muito natural e normal. Assim, na terra é como é nos céus.
Na Copa que acabou de acabar só entrou nos estádios quem tem dinheiro. Multidões brancas num país também mestiço e negro. Na Flip, de Paraty, Gilberto Gil falou sobre isso. Gil foi um raro negro brasileiro protagonista numa Flip de plateias brancas.
Estatísticas nacionais e internacionais mostram: nos últimos 15 anos o país teve acentuada melhora nos indicadores sociais. Mas nem por isso deixou de ser a segunda pior distribuição de renda do mundo. Pior que o Brasil, só Serra Leoa, na África.
Quase quatro séculos de escravidão; VIPs e camarotes; vergonhosa distribuição de renda… E uma novidade, que brota das ruas: até que enfim o escândalo com aviões que não são de carreira.
PEC DA IMPUNIDADE DO MP?
Seria a PEC 75 a PEC da Impunidade do MP, assim como diziam ser a PEC 37 a PEC da Impunidade?
A notícia
Procuradores pedem que PEC 75 saia da pauta
O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Alexandre Camanho, entregou ontem ao senador Humberto Costa (PT-PE) uma nota técnica contrária à PEC 75/2011 - de sua autoria - que prevê demissão de promotor ou procurador por via administrativa 0 projeto é um dos 17 da pauta prioritária do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Para Camanho, a PEC é "gritantemente inadmissível". A vitaliciedade no cargo, adverte, é cláusula pétrea da Constituição e não pode ser mudada nem por emenda constitucional.
Apresentada logo após a derrubada da PEC 37, que restringia os poderes de investigação do Ministério Público, a nova proposta é vista pelo MP como ameaça à sua independência. No Congresso, o presidente da ANPR disse que entregaria a nota técnica ao senador Blairo Maggi (PR-MT), relator do texto na CCJ, e aos presidentes do Senado e da Câmara. (O Estado de S. Paulo) Extraído de: Associação do Ministério Público de Minas Gerais - 03 de Julho de 2013
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