Os funcionários públicos aceitam suborno e são corruptos porque os cidadãos de bem os subornam e pagam propinas.

"Quase 70% dos países da lista têm "sérios problemas", com funcionários dispostos a receber suborno."
 
"Relatório da organização Transparência Internacional sobre a percepção de corrupção ao redor do mundo divulgado nesta terça-feira (3) aponta que o Brasil é o 72º colocado no ranking entre os 177 países analisados, um posto modesto mesmo entre os vários países das Américas." G1
 
"Apesar de ter caído apenas um ponto, o Brasil não deveria estar feliz com sua pontuação. Não é suficiente ter o poderio econômico, se você não pode dar o exemplo com bom governo", afirmou Alexandro Salas, diretor para as Américas da Transparência Internacional, segundo a France Presse."
 
O especialista acima deveria preocupar-se com seu País, muito mais do que com o Brasil. Até porque, em suas pesquisas, focam a corrupção dirigindo-a aos servidores dispostos a serem subornados, como se esse fosse o crime principal. E os que subornam? Onde eles estão concentrados?
 
No enfrentamento da corrupção e, inclusive, em suas análises, prevalece a hipocrisia de optar por esquecer o subornador, aquele que deseja levar vantagem sobre os outros, beneficiado pelo pagamento de vantagem ilícita.
 
Enquanto, principalmente no Brasil, continuarmos acreditando que adianta prender os servidores corruptos e não extirparmos os "cidadãos e empresários de bem" que adoram um jeitinho para levar vantagem ilícita, a corrupção continuará em índices elevados.
 
Muito ridícula é a comparação dos índices de desenvolvimento do Brasil, uma nação que ficou escravizada por mais de quinhentos anos, com países que têm uma população reduzida, com elevado nível cultural e que se desenvolve há vários séculos.
 
Esta vontade de dizer que no Brasil estamos muito atrasados é o diagnóstico equivocado propositalmente. Estamos no processo pelo qual todos os países desenvolvidos passaram, no seu devido tempo.
 
Enquanto estivermos dependente de uma mídia familiar, de banqueiros inescrupulosos e de pessoas que acumulam bens a qualquer custo, e em prejuízo da maioria da população, continuaremos subdesenvolvidos.  
 
Os funcionários públicos aceitam suborno e são corruptos porque os cidadãos de bem os subornam e pagam propinas.

A repressão policial não pode continuar sendo tratada de forma negativa.

Qual sociedade humana se mantém organizada sem a atividade policial?
 
Os brasileiros são iludidos por teorias infundadas de que toda a violência existente no Brasil ocorre em razão da falta de atuação da polícia ou por seus erros ou excessos.
 
Especialistas e políticos descompromissados com a verdade enganam a população induzindo-os a pensar que as polícias brasileiras poderiam atuar de forma diferenciada numa sociedade onde a violência tem sido uma característica de nossa cultura, por mais que não queiramos aceitar. 
 
A população necessita saber o que afirma Paulo Freire; "o trabalho teórico desenvolvido à margem de qualquer prática tenderia a se transformar em mero jogo: “Nossa experiência na universidade tende a nos formar à distância da realidade. Os conceitos que estudamos na universidade podem trabalhar no sentido de nos separar da realidade concreta à qual, supostamente, se referem. Os próprios conceitos que usamos em nossa formação intelectual e em nosso trabalho estão fora da realidade, muito distantes da sociedade concreta. Em última análise, tornamo-nos excelentes especialistas, num jogo intelectual muito interessante – o jogo dos conceitos: é um balé de conceitos” (FREIRE & SHOR, 1987:131)."
 
Há duas décadas essas figuras jogam com a população culpando a polícia por tudo. Inclusive pela opção que o estado brasileiro fez em deixar as pessoas a margem da miséria social.  

A polícia é o braço armado do Estado. Celso Ribeiro Bastos diz: “Se a lei, no contexto democrático, garante ou deveria garantir a liberdade individual, cujo único limite seria o caráter universal desse benefício, isto é, seria o direito dos outros a essa mesma liberdade, a aplicação da lei, tarefa policial por excelência, corresponderá à defesa da liberdade, sempre que ela estiver em risco pelo uso ilegítimo da liberdade individual, aquele que reduziria e desrespeitaria a liberdade alheia. Assim, compreende-se que a repressão policial, se bem orientada e aplicada segundo a adequação legal do uso da força (ou, no jargão técnico, segundo a gradiente do uso da força), por definição compatível com os direitos humanos, não pode ser tratada de uma perspectiva unilateralmente negativa, como se fosse uma problemática suja e degradante, que não nos dissesse respeito e que jamais deveria ter curso na sociedade. Reprimir uma agressão física, atos de violência, assaltos, ataques racistas, misóginos e homofóbicos, ameaça às crianças e aos indefesos, muitos outros crimes desse teor constitui um ato de defesa da vida e de afirmação dos direitos civis."
 
É chegado a hora de realizarmos essa discussão de forma correta. É preciso constranger os governantes para que se discutam segurança pública e atividade policial através de critérios transparentes.
 
A população sofre pela necessidade do trabalho policial e por acreditar que o policial é seu inimigo. A repressão policial não pode continuar sendo tratada de forma negativa. É um serviço público necessário a maioria das pessoas. Se existem policiais corruptos e violentos eles devem ser banidos através de processos ágeis e eficientes. 
 
 

Cotas para cargos de indicação política (DAS - CC) de ministros e secretários

Que as cotas são necessárias não há o que discutir. Se faz necessário, agora, descobrir se a política governamental sobre cotas raciais é verdadeira ou demagógica.  É necessário solicitar a  Presidenta que nomeie um percentual de ministros e secretários de estados afrosdescendentes.

Além disso, encaminhe projeto obrigando governos estaduais e prefeitos, da mesma forma, a fazerem indicações políticas de secretários e diretores de órgãos públicos, negros. Ou irá prevalecer a política do "faz o que digo mas não faz o que faço".

Vamos colocar cor nesta fotografia? 
Existe alguém ou instituição por aí que levante esta bandeira?


A Notícia
Correio Braziliense: Negros terão 20% das vagas em concursos 
 
"O governo reservará 20% das vagas em concursos públicos federais para negros. A presidente da República, Dilma Rousseff, anunciou ontem, durante abertura da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que encaminhará ao Congresso Nacional um projeto de lei que cria as cotas para afrodescendentes nos quadros do funcionalismo, além de uma mensagem de urgência que trancará a pauta da Câmara dos Deputados.
Em discurso, Dilma avaliou que a iniciativa tem imenso potencial transformador e pediu um amplo debate. Ela também cobrou celeridade dos parlamentares. “O projeto da lei das cotas no serviço público institui um percentual mínimo. E é mais um exemplo para os outros entes da federação, estados e municípios, e também dos demais poderes, Legislativo e Judiciário”, ressaltou a presidente.
Ela comentou que o projeto deve estimular um processo de reformulação nos quadros do governo e no setor privado. “Nós queremos, com essa medida, iniciar a mudança na composição racial da administração pública federal, tornando-a representativa da composição brasileira. Esperamos também incentivar medidas similares a empresas”, completou.
Para Mamede Said Maia Filho, professor de direito administrativo da Universidade de Brasília (UnB), a criação de cotas para negros como política temporária para superar desigualdades é interessante. Mas ele destacou que o processo precisa ser avaliado e monitorado pelo governo para que seja encerrado na medida em que os abismos forem superados.
Um dos fundadores da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac) e presidente do Grupo Vestcon, Ernani Pimentel, avaliou a decisão de Dilma como “jogada eleitoral”. Ele disse não haver nenhuma racionalidade nessa medida, uma vez que a segregação no país se dá pela falta de condições financeiras. “Quem não tem dinheiro deixa de se preparar bem para poder competir porque a educação no Brasil é mais cara. Não é o negro que tem que ser beneficiado. Há muitos afrodescentens ricos. Os pobres, sim, precisam ser favorecidos”, detalhou. Pimentel sugeriu que o governo crie bolsas de estudo para que parte da população possa ter acesso a ensino de qualidade na hora de se preparar os concursos.
Somente entre agosto e outubro de 2013, o Ministério do Planejamento confirmou concursos para seis instituições públicas, que reúnem 2,8 mil vagas e devem acontecer até junho. A estimativa da pasta é de que mais de 47 mil pessoas ingressem no Executivo no próximo ano. O Projeto da Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2014 prevê que, desse número, 42.353 são cargos vagos e novos, e 4.759, para substituição de terceirizados."

A excessiva miséria no Brasil, principalmente dos jovens, afeta o futuro da Naçao.


Os governos são formados por pessoas. Pessoas são capazes de fazer o bem e o mal, algumas vezes com a mesma desenvoltura, conforme seus interesses pessoais. Todos somos cidadãos de bem até prova em contrario. Mas podemos deixar de sê-lo a qualquer momento. Acredite, isso é verdadeiro.

Equivocam-se ou usam de maldade aqueles que afirmam que os partidos políticos A ou B são determinantes para que uma pessoa seja melhor ou pior, honesto ou ladrão.

Porém, é possível afirmar que a concepção política do partido que governa o Brasil é responsável pela maciça distribuição de renda aquelas pessoas que sempre foram abandonadas por outras gestões. Assim como é possível  afirmar que a excessiva miséria dessas pessoas, principalmente dos jovens, afeta o futuro do Brasil ou afetaria de qualquer Nação.

Comento com meus botões este tema para manifestar minha indignação com aquelas pessoas que, desinformadas ou de forma proposital, querem mudanças a partir da orquestração de quem não tem contato com essa miséria, a não ser quando jogam uma moeda aos pedintes de rua.

Neste grupo, de forma surpreendente, encontra-se um respeitável segmento de servidores públicos, a maioria oriunda de famílias pobres que garantidos pelo salário mensal do erário se vêem como a classe mais poderosa da nação.

Outros, sem ter nenhuma preparação para o debate, ou muito bem preparadas para a disputa política, afirmam que o governo deveria dar trabalho para esta gente. Esquecem que os filhos desse povo necessitam de condições dignas para poder se desenvolver.  Se isso não acontecer o ciclo continuara sendo repetido.

Como dizia o famigerado e antológico quadro de Chico Anysio muitos “têm nojo de pobre”.

Ilustrando a amplitude dos programas sociais realizados pelo governo copio informação do site do MDS. Vinte e cinco milhões de famílias corresponde a metade da população brasileira.
 

 
“Uma base de dados com informações sobre cerca de 25,8 milhões de famílias brasileiras e principal ferramenta para construção de políticas públicas voltadas à redução da pobreza e das desigualdades no Brasil, o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal é referência, atualmente, para 18 programas e ações da União voltados à população de baixa renda. O número de famílias inscritas corresponde a 82,4 milhões de pessoas, ou seja, mais de 40% da população brasileira. 
O público prioritário do Cadastro Único é formado por 18,5 milhões de famílias que recebem, por mês, até R$ 140 por pessoa. Destas, 13,8 milhões são atendidas pelo Programa Bolsa Família. Outras 7,3 milhões de famílias têm renda que varia entre R$ 140,01 mensais por pessoa ou possuem renda familiar total de até três salários mínimos. 
- Aposentadoria para Pessoa de Baixa Renda
- Auxílio Emergencial Financeiro – Bolsa Estiagem
- Programa Brasil Alfabetizado - PBA
- Carta Social
- Carteira do Idoso
- Política de Cisternas
- Isenção de taxa para concursos públicos
- Passe Livre
- Programa Bolsa Família
- Programa de Apoio à Conservação Ambiental - Bolsa Verde
- Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – Peti
- Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais - Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER)
- Programa Mais Educação
- Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – Pronatec
- Programa Minha Casa, Minha Vida
- ProJovem Adolescente - Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Adolescentes e Jovens de 15 a 17 anos
- Tarifa Social de Energia Elétrica
- Telefone Popular”

Os especialistas em segurança pública

A teorização insustentável dos especialistas em segurança pública tem mantido o Brasil, há décadas, no atoleiro das ações que se repetem a cada governo, sem ofertar resultados satisfatórios que reduzam e controlem a violência.
 
Dinheiro público investido pelo ralo sustentam uma rede de especialistas/amigos do poder que promovem palestras, cursos e inovadas proposições que não chegam aos policiais que trabalham no atendimento público. Apenas os "iluminados" continuam consumindo o dinheiro público com cursos que enobrecem seus currículos pessoais mas que não retornam em melhora do serviço prestado.
 
Tão absurdo tem sido o trabalho desenvolvido pelos gestores das atividades policiais que entrega de viaturas e de armas continuam sendo seu único destacado ato político. 
 
Belas e potentes caminhonetas importadas enfeitam as organizações policiais e nossas ruas enquanto os servidores continuam com seus risíveis salários, salvo honrosas exceções. Sofrendo constrangimentos no relacionamento interno com os chamados "superiores hierárquicos". E adoecendo no trabalho porque não recebem nenhuma atenção de saúde, apesar das reuniões e dos congressos realizados por aqueles que deveriam implantar programas de saúde. 
 
A mídia e a sociedade, de forma irresponsável, jogam a culpa de desvios nos servidores, quando deveriam apontar para os gestores políticos e seus especialistas que continuam propondo ações inconsistentes e inadequadas.
 
Aos mesmo tempo em que a polícia é acusada de ser mal preparada e de prestar um péssimo serviço continua sendo a única organização a ser chamada para atender a população, garantindo-lhe a segurança, mesmo que submetida a gestão amadora daqueles que estão mais preocupados com os cargos que ocupam.
 
A vida real, como sempre afirmei, deveria iluminar as teses dos incautos, e não o contrário. Teses inaplicáveis objetivam garantir ganhos e empregos aos especialistas/amigos, não refletindo na qualificação da atividade policial, na vida dos servidores policiais e na segurança da população.